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Desporto

2018-09-08 às 06h00

Redacção

Nunca lhe passara pela cabeça seguir as pisadas de Quim, Paulo Santos ou Eduardo, mas a primeira experiência entre os postes, ainda nas escolinhas, alargou-lhe horizontes. Agora, a baliza é dele.

O dia 31 de Agosto de 2018 perdurará na memória de Tiago Magalhães de Sá. O motivo? Simples. A tão ansiada estreia na equipa principal do SC Braga, em Trás-os-Montes, diante do Chaves, e logo com a baliza a zeros. Aos 23 anos, o guardião natural de Vila Verde está a cumprir um sonho...que começou por não o ser. Sócio n.º 4966, Tiago herdou da família a obsessão pelo futebol, mas não pensava na altura - quando jogava nas horas vagas e se assumia o craque do recreio - fazer parte dele.

Isso, porém, haveria de mudar quando, por insistência de um primo, se apresentou no GD Prado cheio de ambição de fazer balançar as redes adversárias. A experiência não haveria de durar muito, já que dois meses volvidos, procurou a sorte no SC Braga. Entra pela porta das escolinhas e logo ali procura imitar os craques da televisão e do 1.º de Maio, até ao momento em que na baliza da equipa ficou um vazio motivado pela ausência do guarda redes. Era chegada a hora de mostrar serviço e as boas sensações da estreia numa nova função levou-o a pedir na rouparia do 1.º de Maio um equipamento diferente. Mais tarde, nos iniciados, Tiago reconhecera que, afinal, trabalhar numa das empresas da família poderia não ser o destino que lhe estava traçado.

“É curioso porque na primeira metade da primeira época nos iniciados não era eu que jogava. E é curioso porque hoje percebo que esse período, que deve ter sido o mais difícil, foi aquele em que evoluí mais depressa”, assume. À medida que a formação avançava, a pele de adepto não pôde ser negada e foi assim que, recorda, viveu o “momento mais feliz” na bancada do Municipal de Braga, quando Custódio marcou o golo que colocaria os arsenalistas na final da Liga Europa. Actualmente, a licenciatura em Relações Internacionais encontra-se com a inscrição congelada, de modo a poder seguir o sonho que agora está a ganhar forma. A bola, essa, está sempre presente e, por isso, o Nível I do curso de treinador é quase uma realidade.

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