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Alto Minho

2019-10-19 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

I Encontro de Ecoturismo e Gastronomia do Rio Minho juntou empresários dos dois lados da fronteira, com vista à troca de experiências na captação de mais turistas.

“Este território valoriza-se por ter o rio Minho e por ter dois povos de países diferentes, mas que têm a mesma raiz cultural e a mesma forma de ver a vida”, disse Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha. O autarca falava na abertura do segundo dia do ‘I Encontro de Ecoturismo & Gastronomia do Rio Minho’, que ontem decorreu no Museu Municipal de Caminha.
O encontro de ontem juntou essencialmente empresários do sector da restauração, com a finalidade de estabelecer uma estratégia para a captação de mais turistas. “A nossa economia tem de apostar na indústria do turismo. Há uma visão ampla, entre a Galiza e Portugal, de que este território é possivel de valorizar lá fora. Hoje estamos aqui para que os hotéis e restaurantes falem entre eles, para que as empresas operadoras partilhem emoções. Têm que trabalhar em rede para procurar novos mercados”, disse o autarca caminhense.

Miguel Alves fez notar, ainda, a presença de vários empresários do sector da restauração, principalmente no dia de abertura do evento (quinta-feira) em Lá Guardia (na Galiza). E lançou-lhes um desafio: “Nós fazemos muita coisa bem, mas ainda temos que melhorar. Temos que superar a sazonalidade e temos de estar juntos, o Alto Minho e o Baixo Minho galego”, referiu Miguel Alves.
O director do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, Uxío Benitez lembrou que o dia de ontem teve como base as Jornadas Gastronómicas, e que o objectivo foi preservar e valorizar “o rio Minho para atrair visitantes”.

Este foi o primeiro congresso do género realizado na região do Alto Minho/Baixo Minho galego, mas o projecto pode ganhar o formato de um fórum com realização regular.
“A ideia é consolidar esta iniciativa para que seja um fórum estável, em que as administrações públicas e o sector privado se encontrem para determinar as acções a fazer e criarem um estratégia comum de carácter promocional do território”, desejou Uxío Benitez. O fórum pode, eventualmente, ocorrer duas ou três vezes por ano. O responsável pelo AECT Rio Minho lembrou que o território tem a particularidade de “oferecer dois países num só destino. Isso é um enorme valor que temos”.

O director da Fundação CEER (Centro de Estudos Euro-Regionais Galiza – Norte de Portugal), Valeriá Paul, defendeu, também na abertura dos trabalhos das jornadas gastronómicas, que “o turismo é o futuro da região. É urgente apostar no desenvolvimento turístico”.
A concelheira (vereadora) do município galego de A Guarda, Maria Elena Rodríguez, em representação do Alcalde (presidente da Câmara) António Lomba mostrou-se satisfeita com a realização do encontro de Ecoturismo & Gastronomia, que “significa um estreitar de relações entre as duas regiões que têm uma gastronomia e uma cultura comum.” O dia foi preenchido com várias sessões e degustações de produtos.

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