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Braga, sábado

Praia fluvial do Faial recebe Campeonato do Mundo Maratona 2018
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Desporto

2018-09-04 às 06h00

Joana Russo Belo

Praia Fluvial do Faial recebe o Campeonato do Mundo Maratona 2018, numa prova organizada em parceria entre a Câmara Municipal de Vila Verde, Clube Náutico de Prado e a Federação Portuguesa de Canoagem e que conta com mais de mil atletas, provenientes de 38 países, naquela que é a segunda maior participação de sempre na competição mundial.

Até ao próximo domingo, a Vila de Prado, em Vila Verde, é a Capital da Canoagem Mundial. Praia Fluvial do Faial recebe o Campeonato do Mundo Maratona 2018, numa prova organizada em parceria entre a Câmara Municipal de Vila Verde, Clube Náutico de Prado e a Federação Portuguesa de Canoagem e que conta com mais de mil atletas, provenientes de 38 países, naquela que é a segunda maior participação de sempre na competição mundial. Depois do sucesso do Campeonato da Europa de Maratona, em 2013, e da Taça do Mundo, em 2016, o município escreve uma página de ouro na história do desporto nacional e internacional, assumindo-se como uma marca de referência nos grandes eventos desportivos. A juntar à dimensão organizativa está a esperança em termos de resultados, com José Ramalho à espreita da conquista de um título inédito. Vereador do Desporto, Patrício Araújo, destaca a dimensão planetária do evento e não tem dúvidas: Vila Verde vai deixar um marco na história desportiva nacional.

Vereador Patrício Araújo destaca retorno do investimento “um marco na história”

U m marco na história do desporto regional e nacional. Patrício Araújo, vereador do Desporto da Câmara Municipal de Vila Verde, não tem dúvidas quando questionado sobre a importância da organização do Campeonato do Mundo de Maratona 2018: “não é apenas o expoente máximo e expressão máxima do desporto aqui no concelho. Estamos a escrever uma página indelével a letras douradas no desporto regional, porque não é todos os anos que a região Norte, nomeadamente, o distrito de Braga e o concelho de Vila Verde, recebe uma prova desta dimensão. Estamos a falar da prova máxima em termos desta especialidade da maratona. Estamos a deixar um marco na história do desporto regional e português”.

Destacando a “dimensão planetária” do evento - num total de mais de mil atletas, desde juniores a veteranos - Patrício Araújo reforça o impacto económico “significativo” que o evento vai ter no concelho, “quer em termos de hotelaria, que está tudo esgotado, quer restauração e comércio, não apenas no concelho de Vila Verde, mas em concelhos vizinhos, como é o caso de Braga, onde tivemos que nos socorrer para alojar tanta gente”.
É este impacto uma das mais-valias de uma organização deste nível mundial, uma vez que “o retorno em termos futuros será elevado”.
“Este não é evento caído do céu, nem que nos caiu nos braços. Organizámos o Campeonato da Europa, em 2013, a Taça do Mundo, em 2016, e entre estes intervalos temos recebido muita gente que regressou após as provas, temos esses registos no Posto de Turismo e nas unidades hoteleiras. Ficaram agradados pela forma como foram recebidos aqui e voltaram, são os nossos melhores embaixadores”, sublinhou.

O sucesso das duas anteriores provas internacionais ditou a atribuição da organização mundial a Vila Verde por parte da Federação Internacional de Canoagem, até porque, lembra o vereador, “se não tivéssemos passado as fases anteriores com sucesso e distinção, consideraram que foram organizações de excelência, não nos teriam atribuído agora a actual organização”.
“A Vila de Prado e o concelho de Vila Verde serão uma referência a nível planetário pelo tipo de organizações que têm conseguido levar a efeito. Temos essa ambição, não podemos organizar o Campeonato do Mundo de futebol, não temos condições para isso, mas dentro do que somos bons temos muita qualidade, nomeadamente, o CN Prado, clube que mais atletas forneceu à selecção nacional de canoagem e com maior número de participações em Jogos Olímpicos. E em termos de futuro, o mais provável é que, ao contrário das outras vezes, sejamos convidados a organizar novas provas internacionais”, frisou.

António Vilela: “Retorno vem no imediato, a curto e longo prazo”

É o maior desafio em termos organizativos no concelho de Vila Verde. O Campeonato do Mundo de Maratona 2018 pretende ser um sucesso, daí a aposta do município na que espera ser “a melhor organização de sempre, tal como aconteceu com o Europeu e Taça do Mundo, considerados pelas entidades internacionais como das melhores organizações deste tipo de provas”, destacou o presidente da autarquia, António Vilela.
Organização - repartida com a Federação Portuguesa de Canoagem - ronda os 300 mil euros, o que significa 150 mil para cada uma das partes, investimento que o autarca considera não ser “muito significativo”, “face à dimensão do evento e importância para a imagem de Vila Verde”.

“Não é fácil contabilizar o retorno destas iniciativas, mas há aspectos fundamentais: o retorno vem no imediato, a curto e longo prazo. No imediato, já estamos a ter retorno, temos a nossa hotelaria cheia e restauração. Depois, no futuro, teremos o reconhecimento e divulgação do território, que vai trazer novas pessoas e notoriedade ao concelho, atraindo mais turismo para Vila verde e até novos investimentos. Quando conseguimos colocar no exterior uma imagem positiva do concelho, há um reconhecimento e até curiosidade em visitarem o nosso concelho. A comunicação social vai estar presente, o país será falado no mundo inteiro e são âncoras essenciais que vão mobilizar sinergias e muito mais turismo”, defendeu António Vilela, lembrando que já se sente isso mesmo “desde que organizámos as anteriores provas”.

Organização do Campeonato do Mundo vai de encontro à aposta forte do município de Vila Verde em termos desportivos: “algumas modalidades têm tido uma visibilidade muito maior, como é o caso da canoagem, que tem tido uma presença contínua de atletas do CN Prado em Jogos Olímpicos, nos últimos anos, e tem organizado eventos nacionais e internacionais. Consideramos o acesso à prática desportiva fundamental para a formação pessoal dos nossos jovens, por isso, se investiu anos em recintos desportivos, para que, em Vila Verde, haja a componente de desporto, lazer e saúde”.

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