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Polícia Judiciária investiga incêndio de um automóvel

Casos do Dia

2010-03-07 às 06h00

Luís Fernandes Luís Fernandes

Um automóvel ligeiro, guardado no espaço privado da garagem colectiva de um prédio, em Ferreiros, ficou ontem de manhã completamente destruído por um incêndio. Sapadores Bombeiros e PSP acorreram ao local, sendo particularmente notória a presença e movimentação de inspectores da Polícia Judiciária.

A movimentação no local de dois inspectores da Polícia Judiciária, actuando em colaboração com outros tantos agentes da PSP, enquanto os Sapadores Bombeiros procediam ao rescaldo do sinistro, mobilizou as atenções no local do incêndio da manhã de ontem, na garagem colectiva do número 43 de um prédio da Rua das Glicínias, em Ferreiros.

Os Sapadores Bombeiros tinham sido chamados para ali quando faltavam cinco minutos para as 8 horas. Uma vizinha vieira à janela do edifício e intrigou-se com o fumo que saía da garagem do prédio. E deu o alerta.
Quem tinha, na garagem, um espaço individual para guardar o seu veículo, acorreu de imediato, mas confrontou-se com um obstáculo: a porta eléctrica de acesso à garagem não abria: os cabos condutores de energia tinham ardido.

Os Sapadores Bombeiros, com oito dos seus operacionais e duas viaturas — uma adequada para o ataque a incêndios em áreas urbanas e outra do INEM —, foram céleres a chegar, reconheceu uma das vizinhas. Tiveram, por isso, de arrombar aquela porta de acesso.
Dentro da garagem, no primeiro espaço privado do lado direito, o fumo espesso escondia um Citroen AX do qual já apenas sobrava o esqueleto, sem ter perdido a sua cor branca.

Os outros carros, guardados nos restantes seis espaços individuais, não tinham sido beliscados por qualquer chama, mas apresentavam evidentes sinais de afectados pelo fumo negro, denso, produzido pelo AX incendiado.

No local também estiveram dois agentes da PSP. Aliás, a corporação é habitualmente informada deste tipo de casos para agir em conformidade se, por exemplo, houver necessidade de evacuar a área, de forma a facilitar o trabalho dos bombeiros e dos de socorro, tomando conta da ocorrência com a recolha de informações indispensáveis.
Se, porventura, houver indícios que aconselhem a presença de uma autoridade policial de investigação criminal, então é chamada a Polícia Judiciária.
Foi o que ontem sucedeu.

Os dois inspectores em serviço no local, com a PSP a afastar quem se aproximasse da garagem, anotaram o que era da anotar, falaram em privado com o proprietário do automóvel.
Os vizinhos foram igualmente ouvidos. Tiraram fotografias.
A retirada do local aconteceu pouco depois das 10,30 horas, altura em que os Sapadores deram por concluído o trabalho de rescaldo.

Prejuízos avultados

Gente que entrava e saía da pastelaria a meia dúzia de metros dali foi-se inteirando da situação, sem perda de tempo.
Os moradores estão agora a contas com outros problemas resultantes: a garagem inundada, os seus veículos obrigados a submeter-se a operação de cosmética junto de estofadores; o restabelecimento do sistema eléctrico destruído..

A canalização também sofreu estragos de tal monta: com a respectiva tubagem derretida, a água das cozinhas caía na garagem. Acontecerá isso com a água das casas de banho?
O propriedade do carro ardido é um jovem que reside no prédio com os seus pais, praticamente desde que começou a ser habitado, há cerca de um quarto de século. A família possui um café ali próximo.

Segundo a justificação dada no local por fontes não oficiais, a presença dos inspectores da Polícia Judiciária deverá ficar a dever-se aos seguintes razões : o carro não era há muito utilizado pelo seu proprietário (uma vizinha disse mesmo que desconhecia a existência de um veículo naquele espaço); e, segundo uma outra fonte, nem bateria tinha. Em matéria de prejuízos, refira-se ainda que os utentes da gastaram no ano passado 1 000 euros no arranjo do respectivo portão eléctrico. Um dos moradores referiu que os prejuízos, numa avaliação “por alto”, rondarão os 3 000 euros.

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