Correio do Minho

Braga, segunda-feira

‘Pimpolho’: mais de 4100 crianças já fizeram rastreio oftamológico
Fernando Pimenta conquista duplo ouro

‘Pimpolho’: mais de 4100 crianças já fizeram rastreio oftamológico

Póvoa de Lanhoso incentiva colaboração entre agentes turísticos e produtores locais

Braga

2019-02-22 às 13h00

Redacção

Projecto pioneiro de prevenção da Ambliopia, que resulta de uma parceria entre o Hospital de Braga e o Município, tem-se revelado uma aposta ganha na detecção precoce desta patologia.

O ‘Pimpolho’, projecto pioneiro de prevenção da Ambliopia em crianças entre os três e quatro anos de idade, já possibilitou o rastreio oftamológico a cerca de 4 100 crianças do concelho.
Esta é uma iniciativa inovadora em Portugal, desenvolvida desde 2014 numa parceria entre o Hospital de Braga, o Município de Braga e os Agrupamentos de Escolas, que se tem revelado num sucesso no combate à ambliopia, ao sinalizar crianças com esta patologia ou com factores de risco ambliogénicos, para posterior tratamento.
O ‘Pimpolho’ incide na realização de diagnósticos oftalmológicos a todas as crianças de Braga que frequentam estabelecimentos de ensino público ou privado, numa idade em que esta patologia pode ser revertida. A ambliopia, também conhecida por ‘olho preguiçoso’, é a principal causa da baixa visão e cegueira, contribuindo, mais do que todas as outras patologias, para a perda visual da criança. Em 2015 foram rastreadas 870 crianças e a busca pelo diagnóstico tem-se acentuado ao ponto de, em 2018, o número de crianças rastreadas ter subido para os 1080.
Lídia Dias e Sameiro Araújo, vereadoras da Camara Municipal de Braga, com os pelouros da Educação e da Saúde e Bem-estar, respectivamente, realizaram ontem, uma visita ao projecto onde, semanalmente, passam mais de 30 crianças.
Com este projecto “pretendemos promover o despiste da Ambliopia, uma patologia que pode, se não for tratada, afectar para sempre a saúde e qualidade de vida da criança. A avaliação oftalmológica é realizada através da avaliação da fotorefração que despista os erros refrativos, alguns tipos de estrabismos, entre outras alterações oftalmológicas e, ainda, a avaliação dasacuidades visuais”, explicou Lídia Dias, sublinhando que o hospital “tem prestado um contributo extremamente relevante no apoio a um projecto que reverte em benefício de toda a comunidade”.
Já Sameiro Araújo manifestou toda a sua satisfação pelo projecto se revelar um sucesso e por ajudar as crianças e os pais a detectarem precocemente problemas oftalmológicos. “Este é um projecto de que nos orgulhamos dia após dia. Com um sucesso crescente, esta parceria permite que as crianças do concelho de Braga se desloquem ao hospital em ambiente descontraído, em formato de ‘passeio escolar’, evitando o acompanhamento dos pais, sem perdas de tempo de trabalho, diminuindo, assim, custos relevantes para as famílias e para a sociedade. Este é também um exemplo de que, quando as mais variadas entidades da sociedade colaboram entre si, toda a comunidade fica a ganhar”.
Este projecto teve ainda “grande impacto” na melhoria da informação junto da população, o que permite aos pais estarem mais atentos aos sintomas. “Esta é uma aposta ganha na medida em que permite uma redução significativa do impacto da doença, melhorando a prevenção, detecção e correcção de erros refractivos de forma atempada, através da reabilitação após o diagnóstico da presença de Ambliopia. Como tal, o Município de Braga continuará a apostar na sensibilização das famílias para esta problemática e no acesso livre ao diagnóstico para detecção precoce”, vincou Lídia Dias.
Com uma tese de doutoramento subordinada ao tema ‘New Perspectives in Amblyopia Screening’, a oftalmologista pediátrica Sandra Guimarães, mentora deste projecto pioneiro em Portugal, demonstra orgulho no crescimento positivo do ‘Pimpolho’ que, referiu, “permitiu chegar a 170 escolas do concelho e contribuiu para a saúde e bem-estar das crianças e famílias da região do Minho”.
No âmbito do Pimpolho foram já observadas 5667 crianças, 79% das quais são de Braga, sendo que as restantes pertencem aos concelhos vizinhos que, se juntaram a este projecto.
Para a médica, este projecto é uma mais-valia para os pais que não têm a possibilidade de levar os seus filhos ao médico podendo, assim, tratar a doença que afecta milhares de crianças.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.