Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Peças do Museu D. Diogo de Sousa e Pio XII integram mostra sobre suevos na Gallaecia
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Peças do Museu D. Diogo de Sousa e Pio XII integram mostra sobre suevos na Gallaecia

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Braga

2018-04-17 às 06h00

Isabel Vilhena

Exposição In Tempore Sueborum: O Tempo dos Suevos na Gallaecia (411-585) está patente até 6 de Maio em diversos locais de Ourense. A mostra reúne 262 peças de 39 museus de dez países dedicada a primeiro reino medieval no Ocidente.

In Tempore Sueborum. O Tempo dos Suevos na Gallecia (411-585) é o tema da exposição que está patente até 6 de Maio, em diversos locais de Ourense, na Galiza.
A exposição reúne 262 peças de 39 museus de dez países, sendo que cerca de 80 bens culturais são de museus portugueses, designadamente do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa; do Museu Pio XII; o Museu Nacional de Arqueologia e da colecção do Museu de Etnografia e História do Porto / Museu de Etnologia do Porto (depositados no Museu Nacional de Arqueologia).
In Tempore Sueborum. El tiempo de los Suevos en la Gallaecia foi apresentada ontem, no Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, numa conferência de imprensa que contou com a presena de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, do presidente da deputación de Ourense, José Manuel Baltar Blanco, e do comissário da exposição, Jorge López Quiroga.

Tendo como objectivo oferecer, pela primeira vez, uma visão actual da região da Galiza, no noroeste da Península Ibérica, durante os séculos V e VI, período em que se criou o reino suevo, o primeiro reino medieval no oeste peninsular, a exposição In Tempore Sueborum. El tiempo de los Suevos en la Gallaecia, apresenta-se em três lugares da cidade de Ourense, nomeadamente no Centro Cultural Marcos Valcárcel, no Museo Municipal e na Igreja Santa María Nai.
Na ocasião, o presidente da deputación de Ourense, José Manuel Baltar Blanco, salientou os fortes laços culturais e históricos que unem o Norte de Portugal e Galiza, recordando que há 1.600 anos neste território da Gallaecia que tinha Braga como capital e onde nasceu o primeiro reino medieval do ocidente.

Para José Manuel Baltar Blanco esta exposição/reflexão sobre esta etapa na nossa história, do tempo dos suevos na Gallaecia é a mais importante que alguma vez se realizou na história da Galiza, por onde já passaram cerca de 40 mil visitantes e milhões de visualizações nas redes sociais.
Emocionado por estar na capital por excelência do reino suevo, onde nasceu o primeiro reino medieval da Europa, o comissário da exposição, Jorge López Quiroga, destacou a figura de S. Martinho de Dume que teve uma relevância fundamental na cristianização de todo o nororeste da Península Ibérica.
Por seu turno, Isabel Silva, directora do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, afirmou que é um privilégio podermos contar com 46 peças nossas neste grande evento cultural do norte de Portugal e da Galiza e, é sobretudo um privilégio podermos contar com colaboradores e investigadores das universidades da Galiza.

O autarca de Braga, Ricardo Rio, frisou a relevância de Braga nesse período da história, sublinhando que mais de 16 séculos volvidos continuamos a trabalhar para aquilo que na altura era uma realidade para a supressão das fronteiras entre as duas regiões de tentarmos todos os agentes em projectos comuns. Rio concluiu que esta exposição pode ser um excelente contributo para que os bracarenses se sintam mais informados sobre este período da nossa história que tem sido pouco explorada.

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