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Braga, sábado

Paulo Cunha diz que futuro do têxtil passa pela “inovação”
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Vale do Ave

2018-07-14 às 12h00

Marta Amaral Caldeira

O presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão visitou, ontem, junto com o IAPMEI e AICEP, a empresa Westmister, que em menos de dois anos já ganhou nome internacional.

São meias de “alta qualidade”, mas a grande diferenciação está no seu design arrojado para os mais atrevidos ou simplesmente para o homem que gosta de estar mais na moda. Às riscas, com bicicletas ou joaninhas estampadas, as colecções da empresa famalicense Westmister estão a conquistar o mundo. Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, foi, ontem, visitar a start up, nascida no universo Famalicão Made-In, classificando-a como “um excelente exemplo” do que se pretende para o têxtil do futuro.
Com colecções Primavera/Verão e Outono/Inverno que já marcam tendências nos principais mercados europeus e que em breve partem também à conqista do mercado americano, a marca Westmister tem presença em 60 pontos de venda nacionais e em 15 espaços comerciais pela Europa e América-Latina, tendo inclusivamente sido escolhida pelo primeiro-ministro António Costa para presentar o primeiro-ministro do Canadá.
Em 2017, a empresa já facturou 60 mil euros, produzindo, em média, mais de 15 mil pares por ano e fabricando 40 modelos por colecção. No mercado já foram colocados mais de 100 modelos para agradar a todos os ‘gostos e feitios’.
“A Westmister é um sinal claro de que àquilo que sempre fomos em Famalicão no têxtil, há muito ainda que podemos acrescentar àquilo que somos hoje e que seremos no futuro”, destacou o autarca famalicense, Paulo Cunha, indicando a start-up como “um dos melhores exemplos para sinalizar o enorme potencial de crescimento que temos”, numa área em que à partida ninguém diria que poderia inovar, mas que soube surpreender o mercado.
“Não basta produzir um produto de qualidade. É preciso também ter uma abordagem acertada ao mercado”, assinalou o presidente da câmara, apontando que se pode fazer no têxtil, a partir da criatividade e inovação.
Neste momento com os olhos postos na internacionalização, Luís Campos, o mentor do projecto Westmister, que se confessa ‘apaixonado pelo mundo da moda’, contou que o sonho nasceu no seio da sua família, já com uma empresa na área - um conhecimento e experiência que soube aproveitar para levar avante o seu próprio projecto, apresentando ao mundo meias de alta qualidade e design diferenciado que acaba num elegante packaging para um cliente dos 20 aos 60 anos num segmento médio-alto.
Depois de uma colecção apresentada na Moda Lisboa desenhada pelo estilista Nuno Gama, a Westmister, de fabrico 100% português, estreou-se recentemente no International Business Festival em Liverpool (RU), em breve ruma a Nova Iorque (EUA) e em Setembro apresenta-se em Madrid (Espanha).
A visita foi ontem acompanhada por Jorge Oliveira, do IAPMEI e Paula Alves, da AICEP, que destacaram o carácter “inovador” do projecto famalicense.

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