Correio do Minho

Braga,

- +
“O grande desafio dos museus é dar voz a todas as expressões culturais”
ABC/UMinho estreia-se hoje na I Divisão nacional feminina

“O grande desafio dos museus é dar voz a todas as expressões culturais”

Ai o Alho: um ‘vira’ de petiscos portugueses e internacionais

“O grande desafio dos museus é dar voz a todas as expressões culturais”

Braga

2019-08-22 às 07h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Os museus deixaram de ser espaços fechados nas suas colecções para dar lugar e voz a todas as expressões culturais, sem excepção. Para a directora do Museu dos Biscainhos este é o grande desafio dos museus neste século XXI.

“O museu é o lugar mais apropriado para dar voz, espaço, presença e identidade de todas as expressões de culturas diferentes nos territórios que integram”. Palavras de Isabel Silva, directora do Museu dos Biscainhos.
A responsável disse ao ‘Correio do Minho’ que “este é, cada vez mais, o papel dos museus. Hoje há uma grande discussão sobre o que é hoje o museu na sociedade actual. Não é mais aquele lugar fechado, de colecções e que tinha como principal actividade o inventário dos bens culturais e o cuidar e preservar a cultura do país. Cada vez mais hoje os museus são lugares centrais e neutros em que é possível esta inclusão e a expressão de tudo o que é diferente e de tudo aquilo que existe”.
Isabel Silva afirma que “esse é o grande desafio para o século XXI. É dar voz a tudo aquilo que é expressão cultural, independentemente da sua representatividade na comunidade. Este espaço de encontro, de inclusão e de perceber, valorizar o que é diferente e o que é a cultura do outro”, salientou.
O Museu dos Biscainhos acolhe até Setembro uma exposição intitulada ‘O Meu Lugar’ que se insere num projecto ‘Quem Tem Medo’’ que nasceu da necessidade de aproximação da cultura da etnia cigana à comunidade onde está inserida, procurando evitar o abandono escolar e promovendo valores.
Isabel Silva, directora do Museu dos Biscainhos, realça que “estes projectos de inclusão social são primordiais, sobretudo, hoje em que se fala da centralidade dos museus como elementos agregadores da sociedade”, sublinhando que “há lugar para a cultura de todos e para as culturas diferenciadas como espaços de dignificação e de integração dessas diferenças”.
De salientar que a CIM do Cávado está a desenvolver vários projectos de inclusão cultural. Projectos que Isabel Silva vê com bons olhos. “Nós estamos abertos e disponíveis para dentro da especificidade de cada um e de acordo com a identidade dos museus acolher esses projectos no sentido de poder dar voz a uma dessas iniciativas que venham a ser desenvolvidas.
“A ideia é tornar acessíveis os espaços dos museus a esses grupos minoritários e tornar acessível e dignificar essa cultura dos outros à generalidade, do país e de quem nos visita. No museu entra tudo e, cada vez mais, um leque diversificado de pessoas de todo o mundo. Esta ideia da unicidade cultural é muito importante fazer passar esta mensagem”, concluiu.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.