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Mulheres de Braga dizem basta e querem medidas
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Mulheres de Braga dizem basta e querem medidas

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Mulheres de Braga dizem basta e querem medidas

Braga

2019-10-21 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Grupo Mulheres de Braga saiu ontem à rua para exigir que ‘parem de as matar’, um protesto organizado pelo grupo que nasceu no facebook, que apela à adesão de todos e medidas efectivas no combate à violência doméstica.

As Mulheres de Braga voltaram a sair à rua para exigir medidas que “parem de as matar”. A concentração foi convocada pelo grupo ‘Mulheres de Braga’ que nasceu no facebook, após o assassinato de Gabriela em contexto de violência doméstica. Emília Santos, porta-voz do grupo, explicou ao ‘Correio do Minho’ que o objectivo da concentração realizada ontem na Avenida Central “é chamar a atenção para a necessidade de educação nas escolas, sensibilização dos agentes políticos, jurídicos e policiais para a falta de protecção efectiva à vítima de violência doméstica”.

Um grito de alerta que querem ver concretizado em medidas efectivas, aprovadas na Assembleia da República, e, nesse sentido, está a circular uma petição que Emília Santos espera que o grupo consiga reunir as assinaturas necessárias para entregar, no próximo dia 25 de Novembro (Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres), na Assembleia da República.
Ora, nesta petição o grupo “exige que a educação contra este flagelo comece logo na pré-primária, que os agentes de autoridade sejam formados para lidarem com estes casos, que os juízes sejam sensibilizados para a aplicação de prisões efectivas e também para que os órgãos de comunicação social tenham outra abordagem quando tratam o tema”, explicou Emília Santos.

O grupo nasceu só com mulheres de Braga, mas já agrega mulheres de vários pontos de país e além-fronteiras que se juntam para dar força a este combate contra a violência doméstica e dizerem ‘Basta de nos matarem’.
A organização afirma que as leis contra a violência doméstica existem, porém, salientou, “não são suficientes, são pouco aplicadas e, sobretudo, desconhecidas de muitas das vítimas, pelo que este tipo de acção tem que funcionar como um grito de alerta e chamada de atenção para quem até é vítima e não sabe”.

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