Correio do Minho

Braga,

Marcelo contra populismo e a favor da renovação política
Guidance 2019 vai ser um festival de estreias

Marcelo contra populismo e a favor da renovação política

Braga e Pontevedra ‘parceiros’ em projectos de mobilidade

Nacional

2018-04-26 às 06h00

Redacção

Presidente da República defendeu ontem, na sessão solene comemorativa do 44.º aniversário do 25 de Abril na Assembleia da República, renovação política. Partidos mostraram-se de acordo.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, alertou ontem contra os populismos, messianismos, num discurso na sessão comemorativa do 25 de Abril, no parlamento, em que fez um apelo à renovação do sistema político. No final do discurso, numa sala decorada, como sempre, com cravos vermelhos, flor-símbolo do 25 de Abril, que derrubou a ditadura em 1974, Marcelo foi aplaudido, de pé, pelo PSD, CDS e PS e os deputados do PCP, BE e PEV levantaram-se, mas não bateram palmas.

O Presidente fez um discurso de apenas 15 minutos, e apelou, uma vez mais, à capacidade de renovação do sistema político e de resposta dos sistemas sociais, de antecipação de desafios, de prevenção de erros ou omissões.
Mal Marcelo deixou o Palácio de São Bento, depois de ouvir, nas escadarias, interiores, os antigos orfeonistas de Coimbra cantar Traz Outro Amigo Também, começaram as reacções dos partidos às suas palavras.
Carlos César, líder parlamentar e presidente do PS, sublinhou o apoio às mensagens de Marcelo e do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, também na sessão de ontem, para a renovação no sistema político, salientando a sua acção pessoal no actual processo sobre transparência política.

Do lado do PSD, a resposta veio do novo líder, Rui Rio, que, apesar de não ser deputado, assistiu à sessão enquanto líder do maior partido da oposição, junto aos convidados. Rio e o PSD têm disponibilidade total e vontade de iniciar uma reforma que revitalize o regime para o defender, considerando que esse trabalho devia ter começado ontem, disse.
Ainda à direita, o CDS-PP ouviu o discurso do Presidente e o porta-voz do partido destacou a necessidade de reforma permanente das democracias como resposta eficaz às ameaças e populismos, dado que o sistema político combate mais eficazmente os populismos.

A coordenadora do BE, Catarina Martins, admitiu a importância dos avisos de Marcelo e Ferro para ajudar os outros partidos a compreenderem a necessidade da exclusividade dos deputados e da criação de uma entidade para a transparência, como propõem os bloquistas.

Imediatamente antes de Marcelo, Ferro Rodrigues também falou na renovação do sistema político e pediu para se avaliar seriamente o alargamento da limitação de mandatos de cargos políticos e ponderar incentivos eficazes à dedicação exclusiva dos deputados, remetendo decisão para depois de 2019.

André Silva, deputado único do PA, foi o primeiro a falar e considerou urgente mudar de direcção e alterar as prioridades da agenda política devido ao profundo impacto das alterações climáticas, pedindo um modelo económico baseado em energias 100% limpas e renováveis.

O Partido Ecologista Os Verdes, através de José Luís Ferreira, saudou o património de conquistas obtido pela solução política actual, que considerou mais próxima de Abril.
O PCP escolheu o deputado Paulo Sá para discursar e defendeu que os avanços alcançados nos dois últimos anos e meio pelo Governo, com o apoio parlamentar à esquerda, são o ponto de partida para novas lutas, afirmando que é possível ir mais longe na resposta aos problemas dos trabalhadores.

Pelo BE, a deputada Isabel Pires defendeu que na geração dos filhos de Abril são todos Serviço Nacional de Saúde, pedindo um país governado pela Constituição e não para as contas de uma folha de Excel.
Outra mulher, Elza Pais, deputada e presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas, foi a escolhida pelo PS para discursar e evocou a história de luta e resistência de muitas mulheres portuguesas pela democracia, liberdade e igualdade, num discurso em que elogiou o combate do Governo contra as fracturas sociais.

Margarida Balseiro Lopes, a nova presidente da JSD, elegeu o combate à corrupção e a transparência no sistema político como prioridades, num discurso em que sublinhou que a liberdade é de todos, cumprimentando os dirigentes dos cinco principais partidos.

E no CDS-PP também foi uma mulher, Ana Rita Bessa, a falar na sessão comemorativa, em que lembrou os incêndios de 2017, em que morreram mais de 100 pessoas, defendendo que Abril falhou em Junho e em Outubro, quando o Estado democrático não soube proteger nem socorrer comunidades que ficaram sozinhas.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.