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Desporto

2018-08-17 às 06h00

Joana Russo Belo

SC Braga diz adeus a um dos objectivos da época. Depois do empate na Ucrânia a uma bola, igualdade na segunda mão elimina Guerreiros do Minho da Liga Europa. Valeram os dois golos do FC Zorya. Bracarenses continuam sem vencer equipas ucranianas.

Abel Ferreira tinha pedido inteligência e cabeça na abordagem ao jogo. E foi isso que faltou aos Guerreiros do Minho. O SC Braga teve a eliminatória ganha, viu pairar no ar o prolongamento e acabou eliminado nesta terceira pré-eliminatória da Liga Europa aos pés de um FC Zorya, perfeitamente, ao alcance dos bracarenses. Valeram os dois golos dos ucranianos marcados na Pedreira, depois do empate a uma bola no jogo da primeira mão. Após uma primeira parte com riscos calculados, o segundo tempo trouxe dois golos fantásticos do SC Braga, mas dois erros fizeram os arsenalistas pagar caro. Fica pelo caminho um dos objectivos claros da época. E a maldição ucraniana mantém-se... Bracarenses nunca venceram uma equipa da Ucrânia.

Frente a um Zorya com uma estrutura defensiva irrepreensível, com a defesa muito subida e dois médios no apoio ao quarteto defensivo, o SC Braga entrou mais forte e foi a única equipa a criar perigo, com várias tentativas por dentro e pelos corredores, mas nunca conseguiu encontrar espaço nem o caminho para a baliza de Luiz Felipe.
Apesar do belo início de jogo - com algumas boas ocasiões, primeiro por João Novais, depois uma bomba de Fransérgio e uma tentativa de Wilson Eduardo - a equipa de Abel sentiu algumas dificuldades para criar jogadas de perigo real, muito por culpa de uma muralha ucraniana e um bloco baixo, bastante coeso. Claramente, um Zorya à procura de não sofrer golos...já que raramente atacou, com Matheus a ser um mero espectador na primeira parte. À excepção de uma transição rápida de Rafael Ratão - que acabou por não definir da melhor forma a jogada -, mais nada se viu em termos de ataque ucraniano. O resultado acabou por ser um duelo embrulhado, sem grandes motivos de interesse e riscos calculados.

Aos 36 minutos, Abel foi forçado a mudar a defesa, com a lesão de Raúl Silva. O central saiu agarrado à coxa direita, dando lugar a Pablo no eixo defensivo.
Perante o calculismo do primeiro tempo, esperava-se uma segunda parte mais intensa. E foi o que aconteceu, com golos à mistura, emoção e desilusão bracarense. Rafael Ratão colocou Matheus à prova, com uma grande defesa, e, na outra área, a dupla Wilson e Horta não deu descanso aos ucranianos. Apesar da insistência, o nó apenas foi desatado num soberbo momento de inspiração de João Novais. Numa verdadeira obra-prima. Livre directo cobrado de forma exemplar pelo médio arsenalista, que só parou no fundo das redes.

Mas a vantagem durou apenas cinco minutos. Rafael Ratão empatou a eliminatória, numa jogada de belo movimento, com Diogo Figueiras a dar muita liberdade ao avançado brasileiro.
Com o empate e tudo em aberto, um grande golo de Ricardo Horta colocou, novamente, na frente o SC Braga, após cruzamento de Esgaio. Quando parecia estar controlado o resultado, Karavaev voltou a fazer estragos, perante a passividade da defesa arsenalista. Solto de marcação na pequena área, só teve de empurrar para o golo que valeu a passagem à equipa ucraniana.

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