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Braga

2018-04-17 às 10h12

José Paulo Silva

Relatórios de actividades e contas de 2017 Câmara Municipal mereceram voto contra dos partidos da oposição. Plano de investimentos ficou-se pelos 60%.

Os relatórios de actividades e contas de 2017 da Câmara Municipal de Braga foram ontem aprovados pela vereação. Os documentos, que mereceram os votos contra dos vereadores do Partido Socialista e da CDU, seguem agora para ratificação da Assembleia Municipal agendada para o dia 30 de Abril.
Na reunião de ontem do executivo municipal, o vereador Miguel Corais, do PS, classificou 2017 como o ano zero da maioria PSD/CDS-PP, considerando que os relatórios referentes ao último ano do anterior mandato autárquico revelam muitos estudos, muitos protocolos e muitas obras para lançar.

Os socialistas concluíram que o actual executivo não fez mais do que gerir a herança do PS, apontando como exemplos a actividade desenvolvida no Theatro Circo e no espaço GNRation, a programação Noite Branca ou a gestão de equipamentos desportivos.
Carlos Almeida aproveitou o voto contra da CDU para assinalar o peso crescente dos impostos nas receitas da Câmara Municipal, facto que o levou a reivindicar, mais uma vez, uma redução generalizada da taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI).
Remetendo uma posição mais sustentada da CDU para a próxima sessão da Assembleia Municipal, Carlos Almeida, registou, desde já, a existência de margem para alívio do IMI, medida que teria impacto no orçamento das famílias bracarenses.

O baixo nível de execução do Plano Plurianual de Investimentos (PPI) foi apontado pelo PS e CDU na análise aos relatórios de actividades e contas.
O presidente da Câmara Municipal justificou os 60% de execução dos investimentos programados para 2017 com o adia- mento de vários projectos por razões de ordem legal, de que são exemplos a requalificação do Mercado Municipal ou a empreitada de eliminação de barreiras urbanísticas e arquitectónicas, esta aprovada na reunião de ontem.
Ricardo Rio assinalou resultados visíveis e quantificados em áreas como a dinamização económica, o desenvolvimento cultural, políticas sociais, salvaguarda do património, valorização ambiental e relação institucional com as universidades e as autarquias locais, alegando que os bracarenses validaram o que foi feito no mandato anterior.

Quanto à sugestão de alívio da carga fiscal, o edil entende que o grande volume de investimento que está a ser concretizado não permite equacionar nesta altura uma redução do IMI.
Artur Feio, vereador do PS, entende que a gestão camarária em 2017 foi um absoluto fiasco, apontando o aumento do passivo em 12 milhões de euros e da dívida de curto prazo. A Câmara Municipal pendurou-se nos fornecedores para pagar aquilo que não conseguia pagar, concluiu o eleito socialista, notando que os pagamentos para investimentos nas freguesias estão em atraso desde Outubro.

O presidente da Câmara Municipal apontou esta como uma informação absolutamente falsa, alegando que a autarquia está a antecipar acordos de execução com as juntas e a reduzir prazos de pagamentos a fornecedores.
O vereador da CDU assinalou também uma redução das transferências para as juntas de freguesias e o sector empresarial local e o esquecimento do Parque das Sete Fontes, exemplar da falta de prioridade dada a projectos estruturais para o concelho..
É um relatório de confirmação de que o orçamento não se traduz naquelas que deveriam ser as prioridades municipais, sintetizou Carlos Almeida.

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