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Laboratório Colaborativo é o maior desafio da Escola de Psicologia da UMinho
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Laboratório Colaborativo é o maior desafio da Escola de Psicologia da UMinho

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Ensino

2018-04-12 às 09h04

Marta Amaral Caldeira

O reitor da Universidade do Minho afirmou, ontem, a sua convicção forte quanto ao êxito da candidatura do Laboratório Colaborativo ProChild, liderado pela Escola de Psicologia da UMinho.

Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho, afirmou, ontem, a sua convicção forte de que o Laboratório Colaborativo ProChild, liderado pela Escola de Psicologia em conjunto com várias entidades, vai ser aprovado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Considerando o projecto como o maior desafio actual da escola, o reitor diz que pode ter um papel importante na definição de políticas públicas na área da criança e da criança em risco.
As palavras do reitor foram proferidas durante a sessão solene do Dia da Escola de Psicologia (EPsi), que assinalou ontem o seu 9.º aniversário. Rui Vieira de Castro indicou o seu apoio a este Laboratório Colaborativo ProChild multidisciplinar, que agrega 15 centros de investigação de várias instituições de ensino superior do país, sendo liderado pelo Centro de Investigação de Psicologia da UMinho, à responsabilidade de Isabel Soares.
A candidatura, que está agora a ser avaliada pela FCT, agrega ainda sete outras unidades de outras áreas do saber, além de empresas, entidades públicas como as Câmaras de Braga e Guimarães, associações e fundações. O foco é na área da saúde e bem-estar, desenvolvimento e protecção.

A Escola de Psicologia da UMinho é uma escola pujante, com uma actividade muito intensa ao nível da formação e da investigação, destacando-se o seu trabalho de interacção com a sociedade, assinalou o reitor da UMinho.
Entre os principais desafios que hoje se colocam à Escola de Psicologia estão as possíveis alterações legislativas, que, no entender do reitor e também de Paulo Machado, presidente da EPsi, ditarão a revisão da oferta educativa da escola. Em causa está a extinção dos mestrados integrados e, neste momento, já se equaciona outro tipo de ofertas, nomeadamente com novos mestrados, mais especializados e diversificados - sugeriu Rui Vieira de Castro.
Ao problema de espaço que a EPsi enfrenta hoje, dada a sua necessidade de expansão que acompanhe o crescimento e uma vez que também o corpo docente vai aumentar, o reitor voltou a dizer que não há financiamento para novas construções, pelo que se tentará dar resposta a esta necessidade dentro das estruturas que já existem. A verdade é que a EPsi está a ser vítima do seu próprio sucesso, frisou.

Rui Vieira de Castro apontou, ainda, para a esperança que agora existe ao nível da progressão das carreiras dos professores, indicando que o próprio Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas está a fazer pressão junto do governo para que isso aconteça.
O presidente da EPsi mostrou-se preocupado com a perda de alunos de doutoramento - devido à queda do n.º de bolsas atribuídas pela FCT - uma situação que tem sido compensada com os estudantes do 2.º ciclo. Paulo Machado disse, ainda, que a aposta em parcerias internacionais é crucial, sobretudo, para a captação de alunos estrangeiros.
O responsável destaca, ainda, a excelência do CIP, que até ao momento conseguiu o financiamento para 10 projectos, no valor de 2,5 milhões de euros, para os próximos três anos.

Reitor preocupado com abandono de cursos devido a praxes

O reitor da Universidade do Minho (UMinho) apelou, ontem, a todas as forças vivas da comunidade para que intervenham em situações de praxe que desrespeitem a dignidade humana. A reacção de Rui Vieira de Castro à notícia de que dois alunos de excelência terão abandonado os seus cursos devido às praxes.
O reitor indicou ter acabado de saber destas duas situações, passadas com alunos de mérito e que está neste momento a investigar, prometendo uma intervenção para breve.
Dois estudantes de mérito da UMinho abandonarem os seus cursos por experiências que tiveram que vivenciar e que os obrigaram a abandonar os estudos é algo que nós não podemos tolerar, garantiu o reitor.

Apelidando estas situações de fenómenos de exclusão e de intolerância, o reitor da UMinho diz que não pode haver tolerância em situações que põem em causa um projecto pessoal de uma pessoa e da sua família.
As práticas das praxes continuam a existir exprimindo ainda intolerância e desrespeito pelo outro - que não cabem numa instituição universitária, afirmou Rui Vieira de Castro. A universidade tem que ser uma instituição modelar na forma como promove a convivência.

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