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Braga, quarta-feira

Joaquim Mota e Silva: “A melhor ecopista do país” por “paisagens magníficas”
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Joaquim Mota e Silva: “A melhor ecopista do país” por “paisagens magníficas”

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Vale do Ave

2013-05-20 às 06h00

José Paulo Silva

Uma “imensa ecopista” permite desfrutar o Vale do Tâmega entre Amarante e Arco de Baúlhe. Ontem foi inaugurado um troço de 24 km no concelho de Celorico de Basto.

Investimento de mais de quatro milhões de euros, um troço de 24 km da Ecopista do Tâmega foi inaugurado ontem à tarde em Celorico de Basto. “É a maior ecopista do país, é a melhor ecopista do país”, declarou sem reticências o presidente da Câmara de Celorico de Basto, momentos antes de, na companhia do secretário de Estado da Juventude e Desporto, ter iniciado uma marcha pela ‘via verde’ criada na plataforma da desactivada linha férrea do Tâmega.

Joaquim Mota e Silva valorizou a ecopista como uma aposta no turismo e lazer, um novo “cartão de visita” do concelho de Celorico de Basto que proporciona, em passeios de bicicleta ou a pé, “paisagens deslumbrantes e magníficas”.
A partir da antiga estação ferroviária de Celorico de Basto, a Ecopista do Tâmega oferece dois percursos: um para Norte até à estação do Arco de Baúlhe numa extensão de 17,2 km, outro para Sul até à estação de Amarante com aproximadamente 22 km.

As Câmaras de Amarante e Cabeceiras de Basto procederam também à reconversão do espaço canal da linha do Tâmega para ecopista, que conta agora com uma extensão de quase 40 km.
Com o investimento na eco-pista, a Câmara de Celorico de Basto aposta em atrair mais visitantes ao concelho, considerando o presidente Joaquim Mota e Silva que “o turismo é base importante para gerar riqueza e criar postos de trabalho.
O autarca destacou ontem que Celorico de Basto oferece já uma centena de quartos em estabelecimentos de turismo em espaço rural, capacidade de alojamento que deverá duplicar nos próximos dois anos.

Linha devolvida à população 25 anos depois

Presente na inauguração da ecopista, o secretário de Estado da Juventude e Desporto, Emídio Guerreiro, sublinhou que, passados quase 25 anos, “a velha linha do Tâmega é devolvida às populações, depois de ter sido abandonada e vilipendiada”.
Os comboios não regressaram aos carris, mas mantêm-se as memórias do meio de transporte que serviu as populações do vale do Tâmega até 1990, enquadradas num equipamento criado para o lazer da população local e para o incremento do turismo, “fundamental para o desenvolvimento da região”.

Antiga estação de Celorico de Basto oferece alojamento e acolhe centro interpretativo

A Ecopista do Tâmega oferece a quem a percorrer a partir da reabilitada estação ferroviária de Celorico de Basto, possibilidade de alojamento. A antiga gare ferroviária dispõe de condições de alojamento temporário para quem se quiser demorar mais a apreciar as paisagens verdejantes que enquadram a pista possível de criar mercê de um acordo de cooperação celebrado em 2007 entre as câmaras de Celorico, Cabeceiras e Amarante.

A pequena estação de Celorico de Basto ganha nova vida também com um pequeno núcleo interpretativo, um posto de venda de produtos locais e um servi-ço de aluguer de bicicletas.
Para o presidente da Câmara de Celorico de Basto, os novos ser-viços, nomeadamente os de alojamento, visam contribuir para a sustentabilidade de uma equipamento que mereceu a comparticipação financeira de fundos comunitários.

Mas o investimento na Eco-pista do Tâmega, nomeadamente no percurso que atravessa o concelho de Celorico de Basto, não se fica por aqui.
Num futuro próximo serão requalificadas outras antigas estações ferroviárias para apoio aos utilizadores da ecopista, já frequentada por milhares de pessoas mesmo antes da sua inauguração.

Na zona de Codeçoso, o piso da ecopista ainda não foi colocado porque a zona vai ser utilizada para a construção de uma barragem, existindo um acordo com a empresa EDP para a pavimentação após a conclusão dos trabalhos.
Segundo o presidente da Câmara, a intervenção realizada pelas três câmaras do Vale do Tâmega não inviabiliza um futuro e hipotético regresso do transporte ferroviário, porque “o canal fica salvaguardado”.

Reconhecendo que há muitos defensores do regresso do comboio ao Vale do Tâmega, Joaquim Mota e Silva lembrou ontem às dezenas de pessoas que marcaram presença na inauguração da Ecopista do Tâmega que “nunca apareceram promotores com vontade concreta de explorar” essa possibilidade.

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