Correio do Minho

Braga, quarta-feira

IPVC quer rede regional de incubação para reter talentos
Banco de Terras de Guimarães

IPVC quer rede regional de incubação para reter talentos

Guimarães: Alterações ao Programa Green Week 2018

Ensino

2018-05-16 às 06h00

Isabel Vilhena

O IPVC de Viana do Castelo comemorou o seu 32.º aniversário. Em dia de festa, o IPVC entregou cartas de curso e agraciou funcionários com mais de 15 anos de ligação à instituição. O destaque foi para a conferência Ciência: a coisa mais preciosa que temos!

O presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), Rui Teixeira, defendeu ontem a criação de uma rede regional de incubação para reter no território do Alto Minho todos os talentos formados no politécnico.
Confiante no futuro do Alto Minho, Rui Teixeira que falava no auditório Professor Lima de Carvalho, no âmbito da sessão solene comemorativa dos 32 anos do IPVC, afirmou que é preciso ser mais eficaz, sublinhando que só tenho razões para acreditar no futuro do Alto Minho, colectivamente, e a certeza que se acreditarmos uns nos outros e na cumplicidade do compromisso o nosso caminho será marcado pelo sucesso.

Por seu turno, o presidente da câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, salientou a importância de estabelecer redes de cooperação de âmbito regional, nacional e europeias que passam por áreas de partilha do conhecimento, de recursos mas também de desenvolvimento, deixando o desafios aos directores de escola no sentido de alargarem as suas redes de cooperação e alargamento dessa intervenção a nível internacional. Estamos perante o novo paradigma da internacionalização e que o IPCV tem vindo a posicionar-se. Estou certo que através dos projectos de internacionalização vamos acrescentar valor aos nossos territórios e às nossas instituições de ensino superior. O autarca frisou também a capacidade dos politécnicos poderem acrescentar um grau de valor através de doutoramentos e que a ciência tenha uma aplicação àquilo que são as nossas necessidades nas comunidades de proximidade.

Por sua vez, Francisco Araújo, presidente do Conselho Geral do IPVC, deixou alguns desafios para o futuro: o desafio de revitalizar o instituto, olhando para aquilo que é necessário actualizar nos seus estatutos, por outro lado, aquilo que é um objectivo que é a possibilidade de um regime fundacional de vir a ser criado no âmbito deste instituto.
Na sua intervenção, o presidente da Federação Académica do IPVC, Daniel Leal, apelou à interligação das várias escolas do IPVC. É essa interligação das seis escolas que vai fazer com que os nossos estudantes, a cidade e as pessoas possam trocar conhecimentos e relações que promovam uma melhor ligação entre a cidade e o ensino superior.

O presidente do IPVC reforçou ainda que a instituição vai continuar a apostar na investigação no Alto Minho em áreas como o agroalimentar, saúde, turismo e ciência como forma de garantir o crescimento das suas 6 escolas superiores. O Alto Minho é o nosso objecto. Há tantas áreas em que o território precisa de nós e em que nós podemos transferir esse conhecimento.
No âmbito das comemorações do 32º aniversário do IPVC, foram entregues os Prémios de Mérito a estudantes da instituição, bem como medalhas aos não docentes que completaram 15 anos de serviço prestados à instituição, bem como aos docentes que, neste último ano, concluíram o seu doutoramento.

IPVC intensifica colaboração com estabelecimentos prisionais

A colaboração do IPVC com a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais está no terreno há cerca de um ano com o projecto Literacia em Saúde, dinamizada por alunos da Escola Superior de Saúde no estabelecimento prisional de Viana do Castelo, mas só ontem foi formalizada, através de um protocolo assinado pelo presidente do IPVC, Rui Teixeira, e pelo director-geral da Reinserção e Serviços Prisionais, Celso Manata.
O documento visa alargar a todas as escolas do IPVC, intensificando a cooperação nas áreas científicas pedagógicas, culturais, entre outras.
Para Celso Manata as universidades e os politécnicos são parceiros muito importantes para nós porque são fontes de conhecimento e de investigação. Nós que trabalhamos no dia-a-dia temos interesse em ter esses conhecimentos no sentido de aperfeiçoarmos os mecanismos que estamos a usar nas várias áreas de intervenção.

O director-geral da Reinserção e Serviços Prisionais salientou o importante trabalho que a Escola Superior de Saúde tem vindo a desenvolver juntos dos reclusos, ajudando-os a ter uma melhor percepção dos cuidados que devem ter com a saúde. Temos vindo a trabalhar com a Escola Superior de Saúde no sentido de irem ao estabelecimento prisional e fazerem acções junto dos reclusos no sentido de eles terem uma melhor percepção dos cuidados que devem ter com a sua saúde, afirmou Celso Manata, acrescentando a possibilidade dos alunos terem estágios nos estabelecimentos prisionais. Há aqui um conjunto de vertentes que iremos intensificar.
Rui Teixeira vincou que o trabalho tem sido extremamente útil. Do ponto de vista social, a cadeia é nossa, frisou.

Portugal tem de apanhar o comboio da educação pela ciência

Portugal tem de apanhar o comboio da educação pela ciência. Temos tudo, mas há fortes marcas do atraso que vem do século XIX e XX e que é preciso recuperar. O alerta foi deixado ontem por um dos cientistas e divulgadores de ciência mais conhecidos em Portugal, o físico, professor universitário e ensaísta português, Carlos Fiolhais, que proferiu uma conferência sobre Ciência: a coisa mais preciosa que temos.
Carlos Fiolhais deixou, por isso, o desafio ao IPVC que já se encontra no terreno a resolver o problema do atraso, com formação e investigação, afirmando que daqui a uns anos quando voltar a Viana este problema estará mais resolvido. Este processo é gradual, a formação das pessoas, em particular das que já se formaram há muitos anos, é muito difícil, concluíndo que o problema é de formação e de pequenino se torce não o pepino, mas o destino que deve começar nas escolas. É aí que se muda o mundo.

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