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Hospital de Braga tem caso suspeito de sarampo e vacina profissionais
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Hospital de Braga tem caso suspeito de sarampo e vacina profissionais

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Braga

2018-03-18 às 18h09

Marlene Cerqueira

Médica anestesista do Hospital de Braga terá contraído sarampo e a unidade hospitalar já está a tomar medidas de contingência, entre as quais a vacinação de profissionais.

O Hospital de Braga notificou hoje um caso provável de sarampo de um colaborador. Ainda sem confirmação laboratorial, a unidade hospitalar avançou com medidas de contingência, entre as quais a vacinação de profissionais.
Em comunicado emitido hoje durante a tarde, o Hospital de Braga vinca precisamente que o caso de sarampo ainda não foi confirmado laboratorialmente, mas que foram tomadas medidas de contingência em coordenação com as autoridades de Saúde Pública, para aplicação de acções preventivas. Uma delas é a vacinação de profissionais do hospital.

A paciente com sarampo será uma médica anestesista, que regressou com sinais da doença, depois de uma deslocação profissional ao Algarve avançava ontem a edição on-line do jornal Expresso.
O último boletim informativo da Direcção-Geral de Saúde, de sábado à noite, dava conta de 36 casos de sarampo num universo de 87 situações suspeitas, na região Norte.
Dos 87 casos reportados, 36 foram confirmados laboratorialmente pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e 25 foram infirmados; os restantes 26 casos aguardam resultado laboratorial, segundo o comunicado que indica ainda que todos os casos reportados são adultos, estando um internado em situação clínica estável.

O vírus do sarampo é transmitido por contacto directo com as gotículas infecciosas ou por propagação no ar, quando a pessoa infectada tosse ou espirra.
Os doentes são considerados contagiosos desde quatro dias antes até quatro dias depois do aparecimento da erupção cutânea.
Os sintomas de sarampo aparecem geralmente entre 10 a 12 dias depois da pessoa ser infectada e começam habitualmente com febre, erupção cutânea (progride da cabeça para o tronco e para as extremidades inferiores), tosse, conjuntivite e corrimento nasal, descreve a autoridade da área da saúde.

A DGS recomenda que as pessoas verifiquem os boletins de vacinas e que, caso seja necessário, se vacinem contra o sarampo, recordando tratar-se de uma das doenças infecciosas mais contagiosas podendo provocar doença grave, principalmente em pessoas não vacinadas.
No caso de pessoas vacinadas, a doença pode, eventualmente, surgir, mas com um quadro clínico mais ligeiro e menos contagioso, enquanto as pessoas que já tiveram sarampo estão imunizadas e não voltarão a ter.
A DGS aconselha ainda a quem esteve em contacto com um caso suspeito de sarampo e tem dúvidas que ligue para a Linha Saúde 24 (número 808 24 24 24).
Deve também ligar para aquela linha quem tiver sintomas sugestivos de sarampo (febre, erupção cutânea, conjuntivite, congestão nasal, tosse). Com esses sintomas, a DGS recomenda que não se desloque e evite o contacto com outros.

Terceiro surto em menos de um ano

Menos de dois anos depois de Portugal ser reconhecido oficialmente como estando livre de sarampo, o país depara-se com o terceiro surto da doença no espaço de um ano. Em 2016, Portugal recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) um diploma que oficializava o país como estando livre de sarampo, até porque os poucos casos registados nos últimos anos tinham sido contraídos noutros países.
Entre 2006 e 2014, Portugal tinha registado apenas 19 casos de sarampo, quase todos importados. Este ano e no ano passado já ultrapassou os casos registados em quase uma década.
Portugal teve dois surtos simultâneos em 2017, que infectaram quase 30 pessoas e levaram à morte de uma jovem de 17 anos.
O sarampo é uma doença grave, para a qual existe vacina, contudo, estima-se que haja uma elevada incidência de casos em crianças menores de um ano, que ainda são muito novas para receber a primeira dose da vacina. Daí que reforce a importância de todos os outros grupos estarem vacinados, de forma a que não apanhem nem transmitam a doença.

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