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Cávado

2018-09-09 às 12h24

Redacção

A prospecção realizada aponta para o depósito de 30 milhões de toneladas de lítio em Montalegre. O projecto prevê investimento de 400 milhões de euros e criação de 250 empregos.

A Lusorecursos disse que a prospecção em Sepeda, Montalegre, revelou um depósito de 30 milhões de toneladas de lítio e que o projecto de exploração prevê um investimento de 400 milhões de euros e a criação de 250 empregos.
Depois de anos de prospecção e de uma contenda judicial com a empresa australiana Novo Lítio, o director executivo da Lusorecursos, Ricardo Pinheiro, afirmou que o processo “está estabilizado” e que o próximo passo “é assinar o contrato de concessão de exploração com o Estado”.

A Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), através do Ministério da Economia, esclareceu que a “titularidade do contrato de prospecção e pesquisa e do subsequente pedido de exploração é da empresa Lusorecursos”.
A fonte referiu ainda que o processo de Sepeda se encontra “em fase de instrução, havendo a necessidade de a empresa apresentar o Estudo de Impacte Ambiental” (EIA) e que, neste momento, “não é possível indicar uma previsão de data para a assinatura do contrato”, precisamente por causa do EIA.
Ricardo Pinheiro referiu que, só na área investigada em Sepeda, freguesia de Morgade e Sarraquinhos, concelho de Montalegre, as prospecções apontam para um depósito de “30 milhões de toneladas de lítio”. A área de concessão é muito superior à investigada.

“No ranking mundial de explorações de lítio extraído de pedra, esta é a quinta maior mina do mundo”, afirmou.
A procura mundial pelo lítio, usado na produção de baterias para automóveis e placas utilizadas no fabrico de electrodomésticos, está a aumentar e Portugal é reconhecido como um dos países com reservas suficientes para uma exploração comercial economicamente viável.
Ricardo Pinheiro referiu que ainda há estudos que estão em curso, no entanto adiantou que o projecto de exploração e primeira transformação em Sepeda poderá “rondar os 400 milhões de euros” e vai “criar 250 postos de trabalho directos”.
“O que interessa é nós aqui, em Montalegre, acrescentarmos valor ao produto”, frisou o responsável. O projecto prevê, acrescentou, a construção de uma unidade industrial para o processamento dos compostos de lítio, que vai ser alimentada por energias renováveis.

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