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Greve fechou algumas escolas do concelho
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Greve fechou algumas escolas do concelho

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Ensino

2018-03-17 às 11h00

Redacção

Mário Nogueira esteve ontem em Braga, denunciando o encerramento de pelo menos quatro escolas do concelho.

Dos 141 professores do Agrupamento de Escolas de Maximinos, 121 aderiram à greve. Os números são da Fenprof e foram divulgados, em Braga, por Mário Nogueira. O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores referiu também que estavam encerradas as escolas de Celeirós, Real, André Soares e Gulbenkian, não sendo, no entanto, possível aferir se essa situação se deveu à greve dos professores ou do pessoal não-do- cente.
Num primeiro balanço do quarto e último dia de greve dos professores protesto que ontem se realizou na zona Norte e Açores Mário Nogueira voltou a afirmar que os sindicatos estão disponíveis para discutir tudo excepto o tempo de serviço dos professores, mostrando-se satisfeitos com a adesão à greve cumprida no dia de ontem.
Nogueira lembrou que os docentes não são reféns de ninguém, lamentando assim as declarações do ministro da Educação que, segundo o líder da Fenprof, afirmou que a recuperação de tempo de serviços dos professores poria em causa o descongelamento das carreiras de outros trabalhadores.
A greve, tal como nós já esperávamos, tem uma expressão idêntica à de ontem [quinta-feira], eventualmente até acima, aliás era uma coisa que aguardávamos, que houvesse um crescendo na adesão, referiu o sindicalista.
Mário Nogueira deixou críticas ao ministro Tiago Brandão Rodrigues e à posição do Governo nas negociações.
Ao longo destes dias ouvimos coisas como aquela declaração absolutamente infeliz do ministro da Educação de que não podia haver recuperação de tempo de serviço dos professores uma vez que isso poria em causa o descongelamento das carreiras de outros trabalhadores, disse.
Nós não somos reféns de ninguém, como ninguém é refém dos professores, salientou.
Segundo o líder da Fenprof, os sindicatos estão abertos a negociar, com excepção para um ponto: A recuperação de tempo de serviço, e é isso que temos levado à negociação, discutir e negociar os ritmos, os tempos, as prioridades, estamos disponíveis para discutir tudo. Há uma coisa que os sindicatos não discutem nem negoceiam, que é o tempo de serviço que as pessoas cumpriram, assumiu.
Tempo esse que fixou em 9 anos, 4 meses e dois dias, é isso que o Governo tem de negociar.
Quanto ao dia de greve, o sindicalista deu conta de algumas escolas encerradas: Há muitas escolas fechadas, não apenas pela greve os funcionários. Temos inúmeros jardins-de-infância, inúmeras escolas do primeiro ciclo encerradas por greve dos colegas, como o agrupamento de Maximinos, em Braga, em que dos 141 professores, 121 estão em greve, apontou, adiantando ainda que escolas como a de Celeirós, Real, a André Soares, a Gulbenkian, todas em Braga, estariam encerradas.
A greve de professores, que sob a forma de paralisações regionais percorreu todo o país, tem como principal motivação a falta de consenso sobre a contagem de todo o tempo de serviço, no processo de descongelamento das carreiras da Função Pública.
A tutela admite descongelar dois anos e dez meses de tempo de serviço aos docentes, mas estes não desistem de ver contabilizados os nove anos e quatro meses, embora admitam um processo faseado.

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