Correio do Minho

Braga, sexta-feira

Greve dos médicos levou ao cancelamento de consultas nas unidades de saúde familiar
VI Festival 'O Mundo Somos Nós' no Museu dos Biscainhos este sábado

Greve dos médicos levou ao cancelamento de consultas nas unidades de saúde familiar

Sessão de Poesia em Ponte de Lima

Nacional

2018-05-09 às 06h00

Miguel Viana

Paralisação afectou, essencialmente, as consultas e alguns serviços hospitalares. Médicos exigem a revisão das carreiras profissionais e a criação de um estatuto profissional. A greve termina às 24 horas de amanhã.

Várias unidades de saúde tiveram de cancelar ou adiar as consultas que estavam agendadas para ontem, devido ao primeiro dia da greve dos médicos.
O Centro de Saúde do Carandá foi dos mais afectados, com três das quatro unidades de saúde familiar (USF) a terem de cancelar as consultas.
A USF Salutis, no Centro de Saúde do Carandá, a adesão foi na ordem dos 90 por cento. Dos cinco médicos que temos, só um veio trabalhar, indicou uma fonte da USF.

Na USF S. João apenas três dos oito médicos compareceram para dar consultas. Na USF Minho, três dos seis médicos aderiram à greve. A única excepção foi a USF Samus onde apenas um médico aderiu à greve.
Segundo o Sindicato dos Médicos do Norte, a greve implicou ainda o cancelamento dos exames programados de Gastroenterologia e de alguns exames de Imagiologia no Hospital de Braga
No bloco operatório apenas estiveram a funcionar 9 das 12 salas programadas.
A mesma estrutura sindical indicou que, no distrito de Braga, foram ainda encerrados os blocos operatórios dos hospitais de Guimarães (Hospital de Nossa Senhora da Oliveira) e de Vila Nova de Famalicão.
O hospital vimaranense registou ainda uma adesão de 80 por cento nas consultas.

No Alto Minho, o Bloco Operatório Central do Hospital de Viana do Castelo permaneceu encerrado devido a uma adesão de 100 por cento. Situação identica registou-se nas salas de rotina. Nas consultas externas a adesão à greve rondou os 70 por cento. A USF Gil Eanes também registou uma adesão de 100 por cento. Dos nove médicos da USF Gil Eannes, apenas quatro deram consultas.
Na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Darque só compareceram ao serviço quatro dos 10 médicos. A UCSP de Caminha registou a adesão de dois dos cinco médicos. Na USF Tiago de Almeida (Viana do Castelo) apenas compareceu um dos cinco médicos. situação que se repetiu na UCSP de Valença, onde apenas um dos 9 médicos deu consultas.

O Centro de Respostas Integradas de Viana do Castelo registou uma adesão de 100 por cento.
A greve foi convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos e pela Federação Nacional dos Médicos como forma de exigir do Governo a revisão das carreiras médicas e respectivas grelhas salariais, o descongelamento da progressão da carreira médica e a criação de um estatuto profissional de desgaste rápido e de risco e penosidade acrescidos, com a diminuição da idade da reforma.
A paralisação termina às 24 horas de amanhã.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.