Correio do Minho

Braga,

Greve de funcionários encerrou várias escolas do concelho
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Greve de funcionários encerrou várias escolas do concelho

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As Nossas Escolas

2018-05-05 às 06h00

Miguel Viana

Falta de pessoal não docente das escolas levou a que muitos dos estabelecimentos de ensino encerrassem as portas ou mandassem os alunos para casa por motivos de segurança.

Várias escolas do concelho de Braga permaneceram de portas encerradas, devido à greve dos trabalhadores não docentes.
Na Escola Secundária Carlos Amarante as aulas decorreram apenas até às 10 horas. Ainda chegamos a começar as aulas, mas houve muita adesão à greve por parte dos funcionários e tivemos de interromper as aulas por falta de condições de segurança, disse ao Correio do Minho (CM) a directora da escola.

Hortense Santos garantiu que apenas permaneceram no estabelecimento de ensino os alunos que tinham testes marcados para hoje e os do ensino profissional, mas são muito poucas turmas.
A Escola Secundária de Maximinos também esteve fechada. Um cartaz colocado no portão de entrada informava que a escola estáva encerrada por motivo de greve dos funcionários.
Na Escola Secundária D. Maria II o cenário foi idêntico. Estamos fechados por causa da greve. Não há aulas, disse ao CM um funcionário.
A Escola Básica André Soares registou o encerramento de alguns serviços, como por exemplo, a Secretaria.

Alguns dos pais e encarregados de educação e alunos manifestaram o desagrado pelo encerramento das escolas. Isto agora é assim semana sim, semana não. Já não podemos confiar na escola para deixar os nossos filhos, lamentou à Lusa Ana Pereira Silva, mãe de uma aluna no 11º ano na Escola Carlos Amarante.
Maria Pinto, aluna do 4º.ano, lamentou não ter tido aulas porque aprender é bom. Prefiro estar na escola com os meus colegas do que ir para o trabalho com a minha mãe, lá não tenho nada para fazer, lamentou a aluna.
A greve dos funcionários não docentes das escolas foi convocada pela Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e Federação Nacional de Educação (FNE) da UGT, e o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Publicas e Sociais (da Federação dos Sindicatos da Função Pública - CGTP-IN).

O protesto teve como finalidade continuar a luta dos trabalhadores não docentes pela exigência do fim da precariedade e integração de todos os trabalhadores precários, a alteração da nova portaria de rácios, a dotação dos mapas de pessoal com número de trabalhadores efectivamente necessário que garanta a criação da carreira especial e o fim da municipalização, para garantir o bom funcionamento das escolas e a dignidade profissional dos trabalhadores.

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