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Futuro da AIMinho decide-se a 5 de Setembro
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Braga

2018-08-29 às 20h44

Redacção

Está marcada para 5 de Setembro a assembleia de credores que vai definir o futuro da Associação Industrial do Minho (AIMinho). Em votação estará a sua recuperação ou liquidação.

O futuro da Associação Industrial do Minho (AIMinho) vai ser decidido a 5 de Setembro, numa assembleia de credores marcada para votar a sua recuperação ou liquidação, confirmou à Lusa o actual responsável pela instituição, António Marques.
Num documento judicial a que a Lusa teve acesso, o Tribunal Judicial da Comarca de Braga, Juízo de Comércio de Vila Nova de Famalicão, marcou para dia 5 de Setembro de 2018 “a realização da reunião de assembleia de credores para discussão e aprovação do Plano de Insolvência” da AIMinho.

Em Setembro de 2017, o Plano Especial de Revitalização (PER) apresentado pela AIMinho, que tem uma dívida superior a 12 milhões de euros e como principais credores a Caixa Geral de Depósitos (seis milhões de euros) e o Novo Banco (5,6 milhões de euros), foi rejeitado por 98%, tendo sido aprovada a insolvência daquela instituição minhota.
Fonte ligada ao processo explicou à Lusa que “no âmbito do processo de insolvência, a AIMinho podia ainda apresentar uma nova proposta de recuperação, o que fez, requerendo ainda que o comando da associação continuasse nas mãos da direcção e que passasse para um gestor de insolvência”.

Segundo a referida fonte, “é este novo plano que vai ser votado no dia 5 de Setembro”, explicando que caso este “segundo plano” seja reprovado se passará para a fase da liquidação da AIMinho.
À Lusa, o presidente da AIMinho há 15 anos, António Marques, confirmou a data da Assembleia de Credores, que “será decisiva” para o futuro da instituição. “Está marcada para dia 5 [de Setembro], é um facto. Quanto ao que acontecerá, está nas mãos dos credores votarem da forma que entenderem e o que fazer sobre o tema”, referiu António Marques.
O primeiro plano apresentado para dar continuidade à AIMinho foi reprovado pela CGD e contou com a abstenção do Novo Banco, os principais e maiores credores da associação minhota. O plano estipulava “um perdão” de 80% da dívida, sendo que o banco público, que já tinha requerido a insolvência da AIMinho em Março de 2017, “tem a vantagem” de beneficiar de hipotecas.

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