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Fortes do Extremo estudados pela Universidade do Minho

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Alto Minho

2018-04-16 às 06h00

Miguel Viana

Edificações de carácter militar datam do século XVII e tinham como finalidade defender a fronteira portuguesa das invasões dos exércitos espanhóis. Estudo deverá estar concluído em 2020.

Os fortes de Bragandelo e Pereira, localizados na freguesia de Extremo vão ser estudados e analisados pela Universidade do Minho (UMinho). O estudo, que tem uma duração de dois anos, é feito no âmbito de um protocolo assinado ontem entre aquela instituição de ensino superior e a Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez.
O objectivo, explicou o autarca arcuense, João Manuel Esteves, é contribuir para o conhecimento do património associado ao desenvolvimento de potencialidades da freguesia.
Esta é uma acção que queremos empreender relativamente à valorização do património, para que sirva também ao desenvolvimento económico, ao desenvolvimento social do nosso concelho. Temos aqui excelentes exemplares de dois fortes que vão ajudar muito a fazer mais um ponto de atracção para o concelho, afirmou João Manuel Esteves.

As duas estruturas já estão referenciadas mas carecem de divulgação. Há aqui muito trabalho que pode ser feito e há muito de simbólico, destacou o autarca arcuense.
O reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, notou que os dois monumentos estão bem conservados e são raros na sua tipologia.
O responsável máximo assumiu o compromisso de que uma equipa de arqueólogos vai estar no local para fazer o estudo e conservação dos monumentos.
O reitor da UMinho apelou à colaboração da população com os técnicos que estarão no terreno durante o Verão.
O estudo é dirigido por Luís Fontes, da Unidade de Arqueologia da UMinho, para quem os fortes são monumentos bem conservados e raros na sua tipologia.
O investigador espera que possam ser criadas condições, se houver vontade do Estado em investir, para que os dois fortes sejam uma referência nacional e na Europa.

A apresentação do projecto coube a Rebeca Blanco Rotea, uma das investigadoras, que também considerou que os dois fortes são dos mais desconhecidos da fortificação da fronteira portuguesa. É certo que havia alguma referência, mas não estavam estudados. O que pretendemos fazer é trabalhar com a comunidade para que possamos saber como eram, quem os fez e fazer um importantíssimo tra-balho de divulgação para trazer gente aqui, disse Rebeca Blanco Rotea.
O trabalho vai ter início em breve, com um levantamento de imagens (com recurso a drones) e no Verão faremos umas sondagens e um trabalho de visitas guiadas com as pessoas. A ideia é caracterizar o lugar, saber se eram feitos só de terra, de terra e pedras, como eram as suas formas, que tamanho exacto tinham e se temos restos das batalhas que ocorreram aqui. Com isso pretendemos fazer uma reconstituição do seu estado no ano de 1658, revelou a investigadora.

O estudo deverá implicar um investimento de cerca de 20 mil euros (6100 euros em 2018 e 13700 em 2019).
Os dois fortes foram construídos para defender Portugal das investidas dos exércitos espanhóis. Estão colocados a cerca de 700 metros um do outro (em linha recta) e em ambos os lados da estrada que liga Arcos de Valdevez a Monção. Entre as duas fortificações (de formato quadrangular) foi construida uma trincheira que permitia a movimentação das tropas.

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