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Alto Minho

2018-07-26 às 18h29

Redacção

Vinte artistas portugueses e espanhóis estão a criar até domingo, peças de arte a partir de madeira queimada dos incêndios florestais. A iniciativa integra-se no festival Verdoejo Art Rock.

Vinte artistas portugueses e espanhóis estão a criar desde ontem e até domingo, em Valença, obras de arte feitas a partir de madeira queimada nos incêndios florestais, evento integrado no festival Verdoejo Art Rock, informou ontem a organização.
A iniciativa, designada Land Art 2018 - Festival de Internacional de Arte na Natureza, integra o porgrama da quarta edição do Verdoejo Art Rock que vai decorrer entre 27 e 29 de Julho, nas margens do rio Minho, naquela freguesia do concelho de Valença, no distrito de Viana do Castelo.
“Tendo como missão a promoção da arte, cultura e a proteção da natureza, o Verdoejo Art Rock não poderia ficar indiferente à tragédia que, em 2017, abalou a região com o fogo a atravessar a fronteira provocando danos em pessoas e bens quer no Alto Minho, quer na Galiza”, explicou Orlando Vasco Oliveira, da Associação Eventos Faz Diferente.

Segundo o responsável, “é nos momentos mais difíceis que a força de uma comunidade se revela, numa ajuda entre povos vizinhos e irmãos”.
“O Verdoejo Art Rock, em parceria com a Associação dos Baldios de Verdoejo e a Comunidade de Montes San Xurxo, na Galiza, vai doar parte da receita do Art Land 2018, para a reflorestação das áreas ardidas em Portugal e na Galiza, numa ação solidária transfronteiriça”, sustentou.
Adiantou que os 20 artistas internacionais, sete portugueses, oito espanhóis e um belga, “vão criar, ao longo de sete dias, obras de arte a partir de madeira queimada nos fogos e cuja receita da sua venda vai reverter, igualmente, a favor desta reflorestação”.

“Os artistas da Land Art tem como objetivo a limpeza e valorização da madeira queimada nos fogos de 2017, e o Verdoejo Art Rock a reflorestação desses zonas, numa mensagem que pretendemos seja, simbolicamente, o início de um processo de sensibilização para as boas práticas na proteção das florestas”, referiu.
A edição de 2018 conta com o apoio da Câmara Municipal de Valença e da Junta de Freguesia de Verdoejo. Promovido pela Associação Eventos Faz Diferente, o festival, que decorre junto ao rio Minho, acontece desde 2015.

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