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Alto Minho

2018-07-26 às 06h00

Miguel Viana

Exposição sobre artes náuticas e espectáculos de cariz medieval atraem milhares de pessoas ao centro histórico de Caminha até ao próximo domingo. Hotéis do concelho já estão esgotados.

Cerca de 150 artesãos participam, desde ontem e até domingo, na Feira Medieval de Caminha.
O evento dá a conhecer as várias actividades tradicionais do concelhio e espera atrair milhares de turistas.
“A Feira Medieval é umas das cinco feiras medievais mais importantes do país, e concentra no centro histórico, não só as instituições do concelho, mas também os mercadores profissionais Estamos orgulhosos da feira que temos e esperamos que traga mais gente”, disse Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha.

O autarca caminhense destacou ainda a ligação do concelho ás artes da navegação. “Este ano decidimos evidenciar a temática das artes náuticas, da construção naval, que faz parte da história naval de Caminha. Isso marca muito a feira medieval”, declarou Miguel Alves.
A provar isso mesmo está a exposição ‘Ars Nautica et Ars Piscatus’ nos claustros dos antigos Paços do Concelho. “Todos os dias, das 18 às 19 horas vai ter os carpinteiros a mostrar a sua arte”, anunciou Miguel Alves.

O programa para hoje destaca o desfile de Cavaleiros pelas ruas da vila, a partir das 18.30 horas. A noite fica marcada por uma novidade, o espectáculo ‘Per Agrus Monstrum’, no Terreiro, a partir das 22 horas. “É um espectáculo com pessoas de Caminha, que simboliza a luta entre o bem e o mal. Fazemos uma metáfora entre uma barca alva, que simboliza o bem, e o monstro da Ínsua, que simboliza o mal. Tem tudo a ver também com os nossos dias”, explicou Miguel Alves. Este espectáculo repete-se amanhã e no domingo, sempre às 22 horas.
No sábado, o ponto alto da feira é o Torneio Medieval, “que este ano tem uma ligação à terra. Os cavaleiros que vão combater entre si são representantes de cada paróquia, de cada freguesia. Tentamos fazer a ligação da nossa terra à feira”, declarou o autarca caminhense.

Durante os dias da feira os visitantes podem ainda assistir a representações teatrais, desfiles de cavaleiros, exibições de voos de aves de rapina, oficinas de caligrafia medieval, espectáculos equestres, danças palacianas e do povo, espectáculos de fogo e malabaristas.
Actividades que atraem milhares de pessoas, tendo em conta que a capacidade hoteleira do concelho está praticamente esgotada. “Não há outro evento que traga tanta gente ao concelho de Caminha. Os hotéis estão cheios, o alojamento local está cheio e o estacionamento, estes dias extravasa a especialidade da vila”, frisou Miguel Alves. O autarca caminhense apelou mesmo às pessoas que evitem trazer os automóveis para o centro histórico de Caminha. “Os picos das visitas acontecem à noite, mas gostava de convidar as pessoas a feira durante o dia. Estacionem um pouco ao largo, de forma a poderem caminhar um pouco e apreciar este ambiente fantástico.”

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