Correio do Minho

Braga, sábado

Federação de Andebol de Portugal distingue ex-presidentes Luís Teles e Maximino Mota
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Federação de Andebol de Portugal distingue ex-presidentes Luís Teles e Maximino Mota

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Desporto

2018-08-28 às 06h00

Rui Serapicos

Década de 1980 e início do século XXI marcaram bases do alto rendimento no clube, com projecção no andebol nacional e internacional.

A FAP?- Federação de Andebol de Portugal rendeu no sábado à noite, no Espaço Vita, em Braga, durante a VIII Gala do Andebol , homenagem a ex-presidentes do ABC, reconhecendo os seus contributos para a modalidade: Maximino Mota e Luís Teles.
Maximino Mota foi presidente do ABC de Braga na década de 1980. Na transição da equipa de andebol do Pavilhão André Soares para o novo Flávio Sá Leite, captou como treinador António Cunha e com ele um conjunto de jogadores que lançaram o clube ao topo do panorama nacional. O ABC concentra-se no andebol, passa a jogar de amarelo e ganha títulos nacionais.

Luís Teles, que integrara como jogador a equipa orientada por António Cunha, assumiu já no século XXI - após a saída de Aleksandr Donner começava a declinar - os destinos do ABC.
Em termos jurídicos, a colectividade passa a sociedade anónima desportiva. Sobe a treinador principal Jorge Rito, que o Benfica, contratou, abrindo para Carlos Resende a oportunidade de reconquistar os títulos nacionais e, pela primeira vez, uma competição europeia.
Também os familiares, tanto de Maximino Mota e como de Luís Teles, que acompanham com regularidade a vida do ABC, prestaram depoimentos em vídeos reproduzidos na homenagem.

António Cunha conta como foi a abordagem de Maximino Mota quando o chamou a treinador do ABC e Jorge Rito evoca a sua promoção, ao lugar de técnico principal, por Luís Teles, pessoa “competente e pragmática” e “dirigente de excepção”. Estes são depoimentos que se ouviram na VIII Gala do Andebol.
Em tons intimistas, o filho de Maximino Mota, Hugo Mota, que foi guarda-redes do ABC e do FC Porto, refere-se ao pai como “uma pessoa de quem eu me orgulho muito, o meu pai, também por tudo o que fez pelo andebol, é um pai extraordinário. Nem sempre foi um pai fácil, é muito exigente”.

A esposa de Luís Teles, que é das espectadoras mais assíduas e os filhos, mas também António Areias, ex-companheiro de equipa, testemunham a dedicação do antigo jogador e dirigente.
Luís Teles, refere-se, por sua vez, ao presidente Maximino Mota lembrando um dos seus pensamentos. Tem uma frase para mim excepcional: “a falta de tempo é a maior das incompetências. Foi presidente do ABC nos anos 80. Sempre foi uma pessoa muito metódica, low-profile. Se se mudasse o nome do pavilhão, eu propunha o nome de Maximino Mota”.
Fernando Areias, ex-jogador e um dos mais fervorosos adeptos diz que Luís Teles, marcou de “uma forma definitiva, o facto de o ABC ainda existir”.

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