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Fábrica Confiança classificada como Imóvel de Interesse Público
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Fábrica Confiança classificada como Imóvel de Interesse Público

Braga

2019-07-21 às 08h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Câmara Municipal mantém intenção de alienar Fábrica Confiança, agora com as limitações impostas pela classificação já garantida como Imóvel de Interesse Público.

O Conselho Nacional de Cultura deliberou já no sentido da classificação do edifício da ‘Fábrica Confiança’ como Imóvel de Interesse Público. A informação foi revelada, anteontem à noite, na Assembleia Municipal, pelo presidente da Câmara, Ricardo Rio.
A deliberação do Conselho Nacional de Cultura abrange todo o conjunto da antiga soboaria e perfumaria, na Rua Nova de Santa Cruz, que a Câmara Municipal quer alienar.
Com 39 votos contra, 20 a favor e seis abstenções, a Assembleia Municipal de Braga rejeitou uma recomendação apresentada pela CDU no sentido de a Câmara Municipal encetar “conversações com o Governo no sentido de serem analisadas as possibilidades de obtenção de fundos europeus para a reabilitação da Fábrica Confiança, mantendo-a na esfera pública”.

A moção foi apresentada no mesmo dia em que, na Assembleia da República, era aprovada uma proposta de resolução com o mesmo propósito.
O presidente da Câmara Municipal reafirmou que a venda da Fábrica Confiança, já aprovada pela vereação e pela Assembleia Municipal, é para seguir em frente. “Não há nada que possa ser imposto contra a deliberação dos órgãos municipais”, disse, adiantando que nova hasta públca vai avançar depois de oficializada a classificação da Fábrica Confiança.

Em Novembro de 2018, a Secção do Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional da Cultura deliberou a abertura do procedimento para a classificação da Fábrica Confiança.
A Câmara Municipal comprou a Fábrica Confiança por 3,5 milhões de euros em 2012, com o objectivo de reabilitar os edifícios e criar uma área museológica sobre a memória da indústria na cidade de Braga. O ano passado, com o argumento da falta de recursos para intervir nos edifícios, a autarquia optou pela venda por um valor na ordem dos 4 milhões de euros.

A alienação é contestada pelos partidos de oposição à maioria PSD/CDS-PP e por grupos de cidadãos e associações agrupados na Plataforma Salvar a Fábrica Confiança. Esta sugere a instalação de um centro cívico e cultural, valência que Ricardo Rio disse ontem estar projectada para a antiga Escola Francisco Sanches, através de um investimento na ordem dos dois milhões de euros.

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