Correio do Minho

Braga, sábado

Emigrantes bailam à Senhora do Sameiro ao som de malhões, chulas e rusgas
Em cinco anos Famalicão investiu mais de 10 milhões nas escolas do 1.º ciclo

Emigrantes bailam à Senhora do Sameiro ao som de malhões, chulas e rusgas

Presidente da Câmara inaugura recuperação e ampliação da Escola do Bárrio, em Roriz, e da EB1 de Gueral

2018-08-20 às 06h00

Paula Maia

‘Vamos Bailar à Senhora’ juntou, ontem, seis grupos folclóricos da região e dois da emigração. E foram sobretudo os emigrantes que dançaram à Senhora ao som de um reportório escolhido em função da ocasião.

É o lado mais popular da Peregrinação do Emigrante ao Sameiro que todos os anos decorre no penúltimo domingo de Agosto. ‘Vamos Bailar à Senhora’, que se realiza desde 2004, é uma das manifestações de fé mais singulares que tem lugar durante esta peregrinação e que se corporiza através de um Baile à Senhora do Sameiro levado cabo por um conjunto de grupos folclóricos da região e do estrangeiro que todos os anos se associam à iniciativa. É através de uma voz uníssona que as diferentes colectividades protagonizam um dos momentos mais carismáticos desta peregrinação, com um reportório adequado à ocasião, composto de malhões, chulas e e rusgas.

“Esta é uma iniciativa muito apreciada pelas pessoas”, afirma o cónego José Paulo Abreu que assistiu ao evento, depois de, no período da manhã, ter presidido à eucaristia da peregrinação. “É uma expressão da nossa cultura”, prossegue o vigário-geral da Arquidiocese de Braga, destacando a presença este ano de dois grupos de folclore vindos de França e do Luxemburgo, compostos essencialmente por emigrantes. “Esta é a festa do emigrante. O facto de se juntarem grupos estrangeiros ajuda a reforçar a identidade deste dia”, continua o prelado, acrescentando que esta peregrinação chegou aos destinatários.

O cónego José Paulo Abreu destacou a forte presença dos emigrantes neste dia, apesar de ser um “domingo de Agosto cheio de calor”, algo que não deixa de surpreender o prelado. Agosto é sinónimo de forte presença de emigrantes no Santuário do Sameiro e, ainda de acordo com o cónego, isso é bem notório no aumento das recordações vendidas no santuário e até no volume de esmolas. “Em Agosto encontramos aqui mais carros de matrícula estrangeira do que portuguesa”, prossegue o responsável. E são os franceses, espanhóis e brasileiros os que mais visitam Sr.ª do Sameiro.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.