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Alto Minho

2018-07-25 às 06h00

Redacção

Dezenas de artefactos, como bifaces e machados de mão, com milhares de anos, foram descobertos na freguesia de Bela, em Monção, durante uma investigação arqueológica transfronteiriça que vai continuar, em 2019, afiançou a arqueóloga do município.

Dezenas de artefactos, como bifaces e machados de mão, com milhares de anos, foram descobertos na freguesia de Bela, em Monção, durante uma investigação arqueológica transfronteiriça que vai continuar, em 2019, afiançou a arqueóloga do município. “Os arqueólogos portugueses e espanhóis descobriram algumas dezenas de artefactos, sobretudo bifaces, mas também machados de mão com entre 200 a 300 mil anos”, explicou Odete Barra à agência Lusa.
A descoberta resultou de um projecto de investigação transfronteiriço intitulado "Miño-Minho: Os Primeiros Habitantes do Baixo Minho", que decorreu, em simultâneo, na freguesia de Bela, concelho de Monção, e, em Espanha, na província de Burgos. “Do lado de Portugal os trabalhos decorreram na freguesia de Bela e, do lado espanhol, nas localidades de Porriño e As Neves”.

Segundo Odete Barra, “os utensílios, bastante rudimentares, mas em bom estado de conservação, são importantes para estudar a ocupação do território, naquela região. Os artefactos foram encontrados em estratos arqueológicos que os foram preservando, em bom estado, até aos dias de hoje, e que permitem verificar a utilização dos mesmos”, especificou.
A investigação arqueológica teve início em Maio e permitiu a descoberta do Sítio Paleolítico da Bela.
Entre 25 de Junho e 3 de Julho realizaram-se mais trabalhos arqueológicos, “tendo-se identificado um número significativo de artefactos de pedra lascada, como bifaces e machados de mão”.

“A descoberta ocorreu num talude que ladeia um antigo caminho rural e na base de um muro que delimita um terreno agrícola. Com o objectivo de avaliar a sua importância, procedeu-se à limpeza e verticalização do referido talude, o que permitiu recolher, uma vez mais, uma amostragem expressiva de materiais de pedra lascada", sustentou.
Aquela investigação foi a terceira realizada desde 2016, sendo que “os próximos trabalhos, a desenvolver em Abril e Maio de 2019”.

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