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Criminologia avança para mestrado e doutoramento

Braga

2019-11-15 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Escola de Direito gere sucesso da licenciatura de Criminologia e Justiça Criminal. Numerus clausus deve manter-se, mas avança em breve um mestrado e um doutoramento.

A licenciatura de Criminologia e Justiça Criminal da Universidade do Minho é uma das formações superiores mais procuradas em Portugal, mas o presidente da Escola de Direito da Universidade entende que o aumento do número de vagas de acesso não é prioridade.
Às margem do 1.ºCongresso Internacional Juscrim, que decorreu nos últimos três dias, Mário Monte disse ao Correio do Minho que o objectivo próximo “é oferecer o mestrado no próximo ano” e, mais tarde, um doutoramento nesta área.
“Não tenho a opinião formada de que aumentar o numerus clausus seja boa ideia”, considera o presidente da Escola de Direito, consciente de que “o aumento desmesurado de vagas pode contribuir para uma certa banalizarão e excedente de profissionais.”
Mário Monte defende que a licenciatura em Criminologia e Justiça Criminal deve “continuar a primar pela qualidade”, adiantando que se perspectiva a realização de cursos de especialização para operacionais da Polícia Judiciária, PSP, GNR e dos Estabelecimentos Prisionais.
A licenciatura em Criminologia e Justiça Criminal da Universidade do Minho, aprovado em 2006, começou a ser leccionada em 2015-2016, tendo sido o curso mais procurado em Portugal nos seus dois primeiros anos de funcionamento.
O seu director, Fernando Conde Monteiro, atesta que a procura continua em alta, facto confirmado com os cerca de 600 candidatos às 25 vagas de acesso, disponíveis no último concurso nacional de acesso ao ensino superior.
“É um curso aberto em termos de saídas profissionais: polícias, acção social, apoio à vítima, com um grande leque de intervenção”, referiu este professor de Direito.
Actualmente, frequentam a licenciatura de Criminologia e Justiça Criminal 116 alunos, relevando o seu director o facto de o numerus clausus ter sido possível à custa do “esforço feito pela Universidade do Minho, uma vez que o Governo aprovou o curso mas não avançou com a parte financeira para a criação de vagas.”
A licenciatura esteve em destaque na ‘Semana da Criminologia’, que encerrou ontem à tarde, na Escola de Direito, com uma mesa redonda sobre a vertente profissional dos criminólogos.
O debate à volta das saídas profissionais dos licenciados em Criminologia contou com a participações de Miguel Silva (presidente da Associação Portu-guesa de Criminologia), Gil Carvalho (coordenador superior de Investigação Criminal da Polícia Judiciária), major Fernando Miguel Magano Martins (chefe da Secção de Informações e Investigação Criminal do Comando Territorial de Braga), Belarmino Moreira (inspetor regional do Norte da Polícia Marítima) e
Marta Mendes (gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Braga).

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