Correio do Minho

Braga, terça-feira

Cortejo etnográfico mostrou autenticidade das festas
TUB estão a renovar informação dos principais abrigos da cidade

Cortejo etnográfico mostrou autenticidade das festas

Uma equipa em construção com a subida por horizonte

Alto Minho

2018-08-24 às 06h00

Isabel Vilhena

Ponte da Barca viveu ontem um dos momentos altos da Romaria de S. Bartolomeu. O cortejo etnográfico a espalhar alegria e mostrar a identidade de cada freguesia e à noite as rusgas onde os protagonistas são os grupos de barquenses e visitantes.

Esta é a nossa grande festa e a mais genuína de todas as romarias não só do Alto Minho, mas também de Portugal”, disse ontem “com orgulho” o presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, momentos antes de passar pelas ruas da vila, o cortejo etnográfico que integra o programa da Romaria de S. Bartolomeu.

Augusto Marinho realça a autenticidade da Romaria de S. Bartolomeu, cujo “sucesso se deve a todos os que participam na festa”.

Numa demonstração das tradições ancestrais do concelho, as freguesias desfilaram os usos e costumes de outrora, através de uma mostra viva da cultura etnográfica e folclórica de Ponte da Barca, época em que as pessoas cantavam, dançavam e viviam todos os momentos com alegria e entrega.

“Há um orgulho muito grande das nossas freguesias trazerem aquilo que melhor as identifica, desde o património ao ciclo do linho, do milho e do vinho. Temos aqui a representação daquilo que são as nossas culturas, nas suas diversas dimensões que representam a nossa identidade e é isso que é importante afirmar e projectar para as gerações futuras “, afirmou o edil barquense.
Para o autarca “vivemos num mundo, cada vez mais, materialista, onde nem tudo se compra e aqui assistimos a um movimento espontâneo e voluntário de pessoas que se juntam, rua acima, rua abaixo, com as concertinas, fazendo eles a festa pela noite dentro”.

A noite das Rusgas Populares é uma tradição secular. Ontem, na vila viveu-se um momento alto dos festejos, onde os grupos que se formam são os protagonistas da noite dedicada às danças e cantares populares, naquela que é, por excelência, a capital das rusgas populares. Através das concertinas, dos bombos, dos cavaquinhos e outros instrumentos tradicionais, as rusgas, que já há muitos anos contam com a participação de mais de 80 rusgas vindas de todo o país, desfilam, formam-se rodas de tocadores, dança-se o vira e canta-se à desgarrada em plena rua.
Nos últimos 25 anos, surgiram novas iniciativas como o primeiro cortejo histórico, o cortejo histórico nocturno, as 24 horas a dançar o vira, o espaço das tasquinhas, os concertos, a entrada para o livro dos recordes com o maior número de pares a dançar o vira.

A edição deste contou com algumas novidades, designadamente “a corrida de cavalos que não se realizava há cerca de uma década , bem como o concurso pecuário seguido de desfile pelas ruas centrais de Ponte da Barca, que tornam o S. Bartolomeu uma das maiores e a mais espontânea das romarias minhotas”, assinalou o presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.