Correio do Minho

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Compasso Pascal atravessa rio Homem

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Cávado

2011-04-24 às 06h00

Redacção

O Compasso Pascal é dos mais importantes momentos por alturas da Páscoa para celebrar a ressurreição de Jesus Cristo. Em Fiscal, Amares, há um ritual que se mantém e que amanhã se repete, em que a cruz é conduzida de barco até à outra margem para ser adorada.

A tradição ainda é o que era e o povo faz questão de manter aquelas que são mais antigas também neste período de Páscoa. Amanhã, em Fiscal, Amares, a travessia do rio Homem volta a repetir-se de barco, para levar a cruz a beijar a quem mora na outra margem.
O ritual é testemunhado por várias centenas de pessoas e curiosos, que se amontoam junto ao rio Homem para ver passar o o compasso da Visita Pascal, que faz uma breve viagem de barco, para levar a cruz aos lugares de S. Bento e de S. Pedro, onde se situam 20 das 300 casas da freguesia.
Manda a tradição que sejam quatro os barcos a efectuar a travessia sobre as águas, onde vão o fogueteiro, o pároco e mordomos e a banda de música que acompanha o compasso. Um quinto barco estará disponível também para transportar a comunicação social.
Esta é uma tradição antiga que se mantém nos dias de hoje, mas há também outras que vão persistindo no tempo como as limpezas das casas - que devem ficar impecáveis para receber precisamente o compasso pascal.
Este compasso de Fiscal, como em praticamente todas as localidades minhotas, e na região do Cávado é das manifestações religiosas mais importantes para os fiéis celebrarem a ressurreição de Jesus Cristo, hoje, domingo, amanhã ou então no próximo domingo - mais conhecido como ‘domingo de pascoela’.
Manda a tradição que os ‘mordomos’ nomeados façam deste momento uma ‘festa bonita’, tendo que organizar tudo, desde a ornamentação da cruz que circulará pelos lares ao enfeite da igreja com flores até ao fogo-de-artifício e um banquete de Páscoa.
No dia do compasso, as pessoas apressam-se para beijar a Cruz nas casas dos vizinhos e amigos, percorrendo as suas casas.
Depois de os presentes de cada casa beijarem a cruz, o pároco e os mordomos são convidados a integrar o banquete, onde não falta o pão-de-ló e o vinho ver-de.
No final, é entregue o ‘folar’ ao pároco - que actualmente é uma determinada quantia de dinheiro num sobrescrito fechado, além de esmolas para as almas e o Senhor.

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