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Braga, sábado

Câmara de Braga sugeriu 'S. Marcos' como hipótese para instalações da Polícia Judiciária
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Câmara de Braga sugeriu 'S. Marcos' como hipótese para instalações da Polícia Judiciária

Autarquias reivindicam mais investimento do Estado

Braga

2018-04-17 às 06h00

José Paulo Silva

Vereação rejeitou ontem hipótese de transferência da Polícia Judiciária para outro concelho. Presidente da Câmara Municipal garante que apresentou várias alternativas ao Ministério da Justiça.

O complexo hospitalar de 'S. Marcos' foi umas localizações sugeridas pela Câmara Municipal de Braga ao Ministério da Justiça para a reinstalação do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Braga da Polícia Judiciária, revelou ontem o presidente Ricardo Rio na reunião quizenal da vereação.
As declarações da secretária de Estado da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, a semana passada, admitindo a possibilidade de transferência do DIC de Braga para outro concelho, caso não sejam encontradas em Braga espaços alternativos às actuais instalações, que considerou miseráveis e desadequadas, marcou o período fora da ordem do dia da reunião quinzenal do executivo autárquico, com Ricardo Rio a sublinhar que o Ministério da Justiça só não manterá a PJ por falta de vontade política, reafirmando a oposição a um leilão com outros municípios para a reinstalação dos serviços.

O edil esclareceu que os espaços ainda devolutos do ex-Hospital de S. Marcos foram visitados por responsáveis do Ministério da Justiça com vista à sua afectação ao DIC da PJ, bem como também para a reinstalação dos tribunais Administrativo e Fiscal de Braga e de Família e Menores.
Ao Correio do Minho, Ricardo Rio adiantou desconhecer as razões que levaram à não considerar, até agora, da utilização do complexo S.Marcos, uma hipótese que terá sido do agrado dos dirigentes da Misericórdia de Braga, entidade proprietária dos imóveis.
Nos últimos dias tem sido noticiada a possibilidade de o DIC da PJ ser transferido para Guimarães, mas ontem o presidente da Câmara Municipal revelou ter tido a garantia do seu congénere vimaranense de que este não teve nenhuma iniciativa junto do Ministério da Justiça nesse sentido.

No seio da vereação bracarense, há opinião unânime de que o DIC da PJ se deve manter na cidade de Braga, com Ricardo Rio a sublinhar que a Câmara Municipal não vai ceder terrenos ou instalações, porque não os tem e porque não é a sua obrigação.
O vereador da CDU, Carlos Almeida, secunda esta posição, afirmando que não se deve abdicar da necessidade de manter este serviço no concelho, sem que isso signifique cedência à chantagem da administração central, traduzida, de forma leviana, nas declarações da secretária de Estado.
O?PS, pela voz de Artur Feio, entende que deve a Câmara Municipal juntar todos os esforços para uma solução viável, não subscrevendo a ideia de que o Governo está a promover um leilão para ver qual é o concelho que dá mais para ter o DIC da PJ. O extremar de posições não leva a bons resultados, avisou o vereador socialista, segundo o qual a Câmara tem bastante património e deve ajudar naquilo que for possível.

No rescaldo da reunião da vereação, o presidente da Câmara Municipal lamentou que o PS alinhe com o Governo na lógica de fazer dos outros barriga de aluguer para as suas obrigações.
O edil enviou, no final da semana passada, uma carta ao Primeiro Ministro, António Costa, manifestando disponibilidade para discutir o futuro da PJ em Braga, registando o desagrado com as declarações da secretária de estado Adjunta e da Justiça no recente Congresso de Investigação Criminal que decorreu na cidade.
Para além de terrenos do Estado na freguesia de Lamaçães, a Câmara Municipal de Braga indicou uma parcela junto ao Centro de Emprego, em Maximinos, como outras das possíveis localizações para as novas instalações da PJ.

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