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Braga, sábado

Bienal de Arte Têxtil Contextile 2018 arranca no sábado em Guimarães
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Vale do Ave

2018-08-28 às 20h39

Redacção

Contextile 2018 arranca a 1 de Setembro, em Guimarães, com a apresentação da intervenção de Ann Hamilton, que “reinventa o espaço simbólico” do museu e do mercado. Evento decorre até 20 de Outubro.

A Bienal de Arte Têxtil Contemporânea Contextile 2018, arranca a 1 de Setembro, em Guimarães, com a apresentação da intervenção de Ann Hamilton, que “reinventa o espaço simbólico” do museu e do mercado, segundo a organização.
Na edição deste ano, que se estende até 20 de Outubro, o evento, criado no âmbito da Capital Europeia da Cultura Guimarães 2012 e que perdurou, apresenta pela primeira vez um tema, ‘(In)Orgânico’, e assume-se como uma “plataforma de encontro” entre a cultura e os têxteis.
‘Side-by-side’ (‘Lado-a-Lado’), nome dado por Ann Hamilton ao trabalho que agora apresenta, resulta da residência artística da norte-americana em Guimarães, que “sacraliza o mercado, laiciza o museu, desloca o eixo de percepção dos objectos atribuindo-lhes um valor de troca em detrimento de uma valoração estética”, propondo “reaprender a ver, através do toque, do som, do olfacto, da imaginação”, adiantou ontem em comunicado a organização.

Segundo o texto, a instalação vai-se estender por quatro lugares da cidade: o Mercado, a Plataforma das Artes, sítio onde funcionava o antigo mercado, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Sociedade Martins Sarmento, restabelecendo “uma ligação simbólica” entre o lugar do novo e do antigo mercado.
“Convocando duas instituições distantes no tempo mas próximas geograficamente, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães e a Sociedade Martins Sarmento, a artista propõe estabelecer uma circulação de imagens, objectos, pessoas e animais, mediada pelos cânticos do grupo coral ‘Outra Voz’ e pelos ecos da memória do tempo passado”, lê-se.

Com ‘Side-by-side’, a norte-americana questiona “qual a diferença entre o mercado e o museu, entre homem e animal, vida e morte?”, reinventando “o espaço simbólico do museu e do mercado (sacraliza o mercado, laiciza o museu), deslocando o eixo de perceção dos objetos atribuindo-lhes um valor de troca em detrimento de uma valoração estética, propondo reaprender a ver, através do toque, do som, do olfato, da imaginação”.
A par da apresentação da obra da norte-americana, o programa da Contextile 2018 abre com a exposição internacional no Palácio Vila Flor, reunindo 59 obras de 52 artistas, resultantes de um processo de candidaturas que envolveu mais de 800 propostas.

Uma das “grandes novidades” da edição deste ano está também na aposta de um serviço educativo com oficinas técnicas e criativas com o têxtil, destinadas a alunos do 7.º ano.
A Contextile vai ocupar também o palacete Santiago com o Fiber Art Fever!, que este ano tem como país convidado a França, e onde estará patente uma exposição com obras de cerca de 20 artistas, “espelho que do mais dinâmico e contemporâneo se cria e produz a partir das fibras e do têxtil em França”.
A artista israelita Dvora Morag é outro dos “nomes sonantes” do evento e mostrará no Centro para os Assuntos da Arte e da Arquitectura a sua segunda participação na Contextile com uma exposição ‘in situ’, intitulada ‘Between Heaven and Earth’.

Outro “ponto forte” daquela bienal são as residências artísticas — sete, no total — que vão expor no Convento de Santo António dos Capuchos artistas e exposições que criaram e produziram obras em várias técnicas.
A 2 e 3 de Setembro haverá as Textile TALKS, com artistas selecionados também por ‘open call’, com debates e conversas integrados no tema da bienal.

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