Correio do Minho

Braga, segunda-feira

Biblioteca Pública de Braga evoca criador do Museu Nacional de Arqueologia
Alto Minho celebrou o mérito de personalidades e empresas

Biblioteca Pública de Braga evoca criador do Museu Nacional de Arqueologia

Diogo Figueiras e Singh de regresso às opções de Abel Ferreira

Braga

2018-09-04 às 11h24

Redacção

Até 28 de Setembro a Biblioteca Pública apre-senta uma centena de publicações de José Leite de Vasconcelos à sua guarda.

A Biblioteca Pública de Braga (BPB) apresenta até 28 deste mês uma exposição sobre José Leite de Vasconcelos, assinalando os 160 anos do nascimento desta figura da cultura portuguesa, que fundou o Museu Nacional de Arqueologia.
Há para ver uma centena de publicações de/sobre o homenageado, todas à guarda da BPB, incluindo uma secção simbólica de estudos sobre o Minho, como registos de achados, a defesa do castelo de Braga, o santuário da fonte do Ídolo, o desejado museu de arqueologia local e a troca de cartas com o vimaranense Martins Sarmento. A mostra insere-se no ciclo ‘Efemérides’ desta unidade cultural da Universidade do Minho e tem entrada livre todos os dias úteis, das 9 às 12.30 e das 14 às 17.30 horas. 

José Leite de Vasconcelos licenciou-se em Medicina no Porto, recebendo o Prémio Macedo Pinto como melhor aluno. Foi delegado de saúde e teve consultório no Porto. Porém, quis dedicar-se à linguística, filologia, arqueologia, etnografia, numismática e epigrafia, despertado pela observação das tradições na sua infância rural e adoptando um estilo investigativo exaustivo. Doutorou-se em Filologia na Universidade de Paris (França), foi conservador da Biblioteca Nacional durante 23 anos, lançou publicações-chave como ‘Revista Lusitana’, ‘O Arqueólogo Português’ ou ‘Boletim de Etnografia’ e leccionou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL). Zeloso das origens e tradições lusas, fundou há 125 anos o Museu Etnológico em Belém (hoje Museu Nacional de Arqueologia), ao qual deixou em legado oito mil obras, além de manuscritos, cartas, gravuras e fotos.

Palmilhou Portugal como poucos, pesquisou obras raras em bibliotecas como Leiden (Holanda) e Viena (Áustria), liderou a secção ‘Arqueologia Pré-Histórica’ do Congresso do Cairo’1909 (Egipto), foi correspondente do Instituto de França e membro da Real Academia das Ciências, presidiu o Museu da Academia das Ciências de Lisboa e foi presidente de honra da Associação dos Arqueólogos Portugueses.
É autor do maior epistolário português conhecido (24.800 cartas de 3803 correspondentes), fruto da sua rede de contactos, desde os humildes camponeses da ilha do Corvo aos vultos da inteligentzia europeia. Recebeu a Comenda da Legião de Honra de França e a grã-cruz da Ordem da Instrução Pública e da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Tem o seu nome em ruas de Portugal e do Brasil e numa sala da FLUL.

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