Correio do Minho

Braga, quarta-feira

- +
Beneditinos mantêm o sonho do regresso à antiga Casa Mãe
Hipódromo Municipal de Celorico de Basto recebeu corrida a contar para o Campeonato nacional

Beneditinos mantêm o sonho do regresso à antiga Casa Mãe

Uma enchente na Feira de Artesanato e Gastronomia de Celorico de Basto

Beneditinos mantêm o sonho  do regresso à antiga Casa Mãe

Braga

2019-07-14 às 12h20

José Paulo Silva José Paulo Silva

Mosteiro de Tibães acolhe até ao final do mês exposição sobre S. Bento. Frei Paulino de Castro, o autor, confessou que ainda se justifica o regresso dos beneditinos à antiga Casa Mãe da Congregação.

O Mosteiro de S. Martinho de Tibães acolhe até 28 de Julho uma exposição de 24 painéis sobre a vida de S. Bento, pintados pelo monge benedito e artista frei Paulino de Castro. A mostra, organizada em colaboração com a Associação dos Antigos Alunos do Mosteiro de Singeverga e a paróquia de S. Martinho de Tibães, representa um regresso simbólico dos monges beneditinos à sua antiga Casa Mãe e o reacender de um desejo de criação de uma comunidade da congregação no Mosteiro, actualmente sob gestão da Direcção Regional de Cultura do Norte.
O autor dos 24 painéis, que desde ontem estão patentes na galeria do Mosteiro de S. Martinho de Tibães, entende que o cenário de uma reinstação dos beneditinos na ex-Casa Mãe não é um sonho irrealizável, apesar dos dificuldades e obstáculos que se colocaram a essa possibilidade aquando dos trabalhos de reabilitação do imóvel, após a sua aquisição pelo Estado, na década de 80 do século passado.
Ao Correio do Minho, frei Paulino de Castro, que colaborou nos trabalhos de salvaguarda e reabilitação do Mosteiro de Tibães, recordou que, nessa altura, a Congregação Beneditina, para além da escassez de membros, estava absorvida noutras empreitadas como a recuperação da sua casa em Lisboa, o que não facilitou o desejado regresso a Tibães.
“Chegou a pensar-se muito a sério em voltar a Tibães, mas houve muitos entraves, muitos contras”, revelou frei Paulino de Castro ao ‘Correio do MInho’, defendendo que faz ainda “todo io sentido ter aqui uma comunidade beneditina”, embora com “muito sacrifício” por parte da Congregação.
A par da inauguração da exposição de frei Paulino de Castro, a comemoração do Dia de S.Bento foi marcada, ontem à tarde, no Mosteiro de S. Martinho de Tibães, por uma comunicação de Carlos Aguiar Gomes sobre a espiritualidade beneditina, intitulada ‘Stella matutina in médio nebulae’ (Estrela da manhã no meio da neblina). Este autor, citando Rod Deher, defendeu que “nestes tempos de ofuscamento da esperança, de descalabro moral e civilizacional, nesta sociedade líquida, pós-cristã, sem memória, a caminho de um transhumanismo assustador, a nossa resposta tem de repousar em S. Bento, na sua Regra”.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.