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Barcelos: Família deve ser o primeiro garante de protecção das crianças

Cávado

2019-10-18 às 09h00

Paula Maia Paula Maia

Coordenadora da equipa técnica regional da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens diz que é necessário investir em projectos de parentalidade positiva.

A coordenadora da equipa técnica regional da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens veio ontem a Barcelos reafirmar a necessidade de investir na área da prevenção dos riscos que coloquem em causa os direitos e protecção das crianças e jovens.

Fernanda Almeida, que ontem participou na sessão de abertura do terceiro Congresso Intermunicipal sobre Protecção de Crianças e Jovens que reúne até ao dia de hoje centenas de técnicos e responsáveis da área no auditório da Câmara Municipal de Barcelos, diz que há já trabalho realizado neste âmbito, mas há ainda um longo caminho a percorrer.

O projecto ‘Adélia’ foi apresentado pela responsável neste congresso como um exemplo de promoção da parentalidade positiva e da capacitação dos técnicos em programas que apoiam as famílias, devolvendo aos familiares, no seu espaço privado, a capacidade promover os direitos e proteger as crianças e jovens.

É nesta primeira linha que, acordo com a responsável, deve começar a prevenção, sendo que a família deve ser o primeiro garante da protecção das crianças e jovens.
“O projecto ‘Adélia’ está a ser disseminado nas 309 comissões que existem a nível nacional e está relacionado à parentalidade positiva”, adiantou ao CM a coordenadora, acrescentando que o projecto actua no seio familiar, garantindo não só a promoção dos direitos das crianças, como ajudando a eliminar eventuais situações de risco e maus tratos.

Abordando a temática deste congresso - Dicotomias e Desafios da Protecção no Espaço Público e Espaço Privado - Fernanda Almeida assume que, em primeira linha, quem tem que proteger as crianças é a família.

“Este é o espaço privado da promoção e da prevenção dos direitos das crianças. E só quando efectivamente este primeiro patamar não é capaz ou não tem conhecimento é que o espaço público, que é o Estado e as entidades com competência em matéria de infância e juventude, tem que assumir esta promoção e protecção das crianças que naquele momento estavam em situação de perigo”, explica a responsável, acrescentando que às comissões e tribunais só devem chegar as situações onde não em que não foi possível intervir mais cedo.

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