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Arqueólogos da UMinho já estão a estudar os ‘fortins’ do Extremo
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Arqueólogos da UMinho já estão a estudar os ‘fortins’ do Extremo

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Alto Minho

2018-07-20 às 17h24

Miguel Viana

Arqueólogos estão a recolher vestígios dos fortes de Bragandelo e Pereira (fortins do Extremo) datados do século XII. Estruturas serviram para a defesa do país na Guerra da Restauração.

Os fortes de Bragandelo e da Pereira, no Extremo (também conhecidos como fortins do Extremo) já estão a ser estudados por arqueólogos da Universidade do Minho. As acções resultam de um protocolo, assinado em Abril deste ano, entre a Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez e a Universidade do Minho (UMinho). O objectivo é proceder à prospecção sistemática do local, à realização de levantamentos pontuais e à implementação de sondagens arqueológicas.
Os fortes datam do século XII e consituíram um papel relevante, em termos de defesa nacional, na Guerra pela independência de Portugal (Guerra da Restauração).

João Manuel Esteves, presidente da Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez revelou ao ‘Correio do Minho que a intervenção nos dois fortes “integra uma estratégia levada a cabo no Ano Europeu do Património Cultural, que inclui intervenções noutros pontos do concelho (na área de Geão, o Centro do Barroco, a renovação da iluminação do Mosteiro de Ermelo e a valorização do Soajo”.
Com estas acções a autarquia arcuense pretende “incentivar as pessoas a preservarem o património”, considerou João Manuel Esteves, destacando a importância que a recuperação destes monumentos tem para “aumentar o turismo e atraír mais pessoas, não só ao Extremo, mas também a todo o concelho.
Esta primeira fase dos trabalhos vãi decorrer até ao fim deste mês. Inclui um levantamento de imagens (com recurso a ‘drones’).

No momento da assinatura do protocolo, em Abril deste ano, o director do estudo, Luís Fontes, considerou que os fortes são “monumentos bem conservados e raros na sua tipologia” e que podem vir a ser “uma referência nacional e na Europa”.
Rebeca Blanco Rotea, uma das investigadoras envolvidas no estudo dos fortes, realçou que os dois fortes são dos “mais desconhecidos” da fortificação da fronteira portuguesa. “É certo que havia alguma referência, mas não estavam estudados. O que pretendemos fazer é trabalhar com a comunidade para que possamos saber como eram, quem os fez e fazer um importantíssimo trabalho de divulgação para trazer gente aqui (ao Extremo)”.
A investigadora frisou ainda que “faremos umas sondagens e um trabalho de visitas guiadas com as pessoas. A ideia é caracterizar o lugar, saber se eram feitos só de terra, de terra e pedras, como eram as suas formas, que tamanho exacto tinham e se temos restos das batalhas que ocorreram aqui. Com isso pretendemos fazer uma reconstituição do seu estado no ano de 1658”.

O estudo deve estar concluído dentro de aproximadamente dois anos e implica um investimento total de cerca de 20 mil euros (6100 euros em 2018 e 13700 em 2019). Os fortes estão colocados a cerca de 700 metros um do outro (em linha recta) e em ambos os lados da estrada que liga Arcos de Valdevez a Monção. Entre as duas fortificações (de formato quadrangular) foi construida uma trincheira que permitia a movimentação das tropas.

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