Correio do Minho

Braga, quinta-feira

Apúlia ‘legalizada’ com relocalização de restaurantes e 200 demolições
Theatro Circo apresenta clássico de Gil Vicente em contexto de celebração dos 500 anos da sua primeira edição

Apúlia ‘legalizada’ com relocalização de restaurantes e 200 demolições

Famalicão cria novas áreas de reabilitação urbana em Joane e no eixo Bairro-Delães

Cávado

2018-08-25 às 06h00

Redacção

Câmara de Esposende prepara-se para investir 14 milhões de euros na requalificação ribeirinha da Apúlia, intervenção que vai implicar a demolição de 200 construções ilegais.

A Câmara de Esposende quer investir 14 milhões de euros na requalificação da zona ribeirinha da Apúlia, operação que implicará a “relocalização” dos restaurantes de Cedovém e a demolição de perto de 200 constru- ções ilegais, avançou ontem o presidente.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara, Benjamim Pereira, referiu que os objectivos passam pela reposição da legalidade, uma vez que a esmagadora maioria das construções “tem génese ilegal”, e pela transformação da zona “num dos mais importantes destinos turísticos da zona norte”.
“Além disso, é importante lembrar que aquelas construções se encontram numa zona de risco, fortemente exposta à erosão costeira”, acrescentou.

O autarca garantiu ainda que todo o processo, que abrange as localidades de Cedovém e Pedrinhas, decorrerá “numa base de diálogo” com os proprietários e moradores.
Numa primeira fase, a Câmara notificou os proprietários dos restaurantes de Cedovém, alertando para a “ilegalidade” das obras que realizaram nos estabelecimentos e dando-lhes um prazo de mês e meio para procederem à demolição dos mesmos.
Benjamim Pereira explicou que a notificação foi feita “no estrito cumprimento dos termos da lei”, mas sublinhou que os proprietários têm um prazo para contestação e irão ser recebidos individualmente na Câmara, para exporem os seus argumentos e para se inteirarem do projecto para o local.

“Que fique claro que a Câmara tem todo o interesse em que os restaurantes se mantenham em Cedovém, porque são muito importantes para a economia local. Mas obviamente não podemos fechar os olhos à actual situação de ilegalidade e de risco. A solução passa pela relocalização, eventualmente para o outro lado da estrada”, acrescentou.
Além dos restaurantes, a Câmara pretende ainda a manutenção do núcleo de pesca de Cedovém e de algumas construções em xisto, com valor patrimonial.
“O resto, essencialmente barracões, num total que rondará as 200 construções, será para demolir”, disse ainda o autarca.

Em relação à “meia dúzia” de casas habitadas, Benjamim Pereira frisou que, “naturalmente”, será encontrada uma solução de realojamento antes de se consumarem as demolições.
A intervenção em Cedovém e Pedrinhas chegou a estar prevista no Polis Litoral Norte, mas acabaria por ficar na gaveta.
Agora, a Câmara de Esposende está a trabalhar num protocolo com a Agência Portuguesa do Ambiente para levar a cabo os trabalhos, que serão candidatados a fundos comunitários.
“Não estamos a falar num processo de demolição, mas sim de uma requalificação integral de toda aquela área e de reposição de legalidade. Uma ilegalidade que perdurou ao longo de décadas, sem que ninguém tivesse tido coragem política de intervir. Isto além do risco crescente decorrente da erosão costeira”, rematou.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.