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As Nossas Escolas

2018-04-30 às 16h30

Redacção

Dois alunos do Agrupamento de Escolas D. Maria II Braga irão representar Portugal pela segunda vez no maior e mais prestigiado Concurso Mundial de Ciência que se realiza de 13 a 19 de Maio em Pittsburgh, Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Dois alunos do Agrupamento de Escolas D. Maria II Braga irão representar Portugal pela segunda vez no maior e mais prestigiado Concurso Mundial de Ciência que se realiza de 13 a 19 de Maio em Pittsburgh, Pensilvânia, nos Estados Unidos.

A Feira Internacional denominada INTEL ISEF é a maior e mais prestigiada competição internacional pré-universitária de Ciência e Engenharia do mundo, proporcionando um fórum anual para mais de 1.700 estudantes do ensino secundário de mais de 75 países, das mais variadas regiões e territórios, para apresentarem as suas investigações e competir por mais de 4 milhões de dólares em prémios.

São cerca de 7 milhões os estudantes que em todo o mundo competem por uma vaga no evento, em milhares de feiras nacionais de ciência. Apenas os vencedores dessas competições nacionais ganham a oportunidade de participar na Intel ISEF e estes alunos de Braga são um deles.
Recorde-se que em 2016, em Phoenix Arizona, uma equipa de estudantes do Agrupamento de escola D. Maria II de Braga venceu, pela primeira e única vez em 24 anos de existência deste evento. Um desses estudantes, Ivo Gonçalves, volta a estar presente para representar Portugal em 2018.

A INTEL ISEF junta jovens cientistas de topo, mostrando os seus talentos a nível internacional onde têm a oportunidade de ver o seu trabalho ser avaliado e julgado por alguns dos mais prestigiados cientistas mundiais incluindo Prémios Nobel.
Este ano Portugal vai estar representado por 4 equipas: uma de Ovar, uma de Lisboa, uma do Porto e uma de Braga e são apoiados pela Fundação da Juventude e pela Agência Nacional Para a Cultura Científica e Tecnológica Ciência Viva.

O projeto realizado pelos estudantes bracarenses, denominado 'Variações na Evolução de Galáxias com Formação Estelar ao Longo de 10 Mil Milhões de Anos', foi executado pelos alunos Ivo Gonçalves e Helena e foi coordenado pelo docente João Paulo Vieira.
Trata-se de um projeto que usou imagens do Telescópio Espacial Hubble e que foi apoiado e orientado pelo Departamento de Física da Universidade de Lancaster, no Reino Unido (Prof. Dr. David Sobral), pelo Centro Multidisciplinar de Astrofísica do IST de Lisboa (CENTRA) (Prof.a Dra. Ana Mourão), e ainda pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), (Prof. Dr. Jorge Grave & Dr. Patrício Lagos). Um projeto de extraordinária qualidade, para jovens deste nível de ensino, que apresenta resultados potencialmente revolucionários para o estudo do universo e que vai agora competir com os melhores do mundo nas áreas de Física e Astronomia.

O objetivo principal do projeto realizado pelos jovens do D. Maria II, apresenta um estudo evolucionário de vários parâmetros físicos de uma amostra de 443 galáxias do universo distante, recuando mais de 10 mil milhões de anos na história do universo, muito próximo da altura do Big-Bang, e de uma amostra de 300 galáxias do universo mais próximo com galáxias, recuando cerca de mil milhões de anos atrás.

Foram realizadas análises morfológicas, recorrendo a um esquema de classificação adaptado, e realizadas várias conversões de propriedades para obter taxas de formação estelar, índices de cor e fluxos fotométricos. Através de metodologias inovadoras de análise e de tratamento de dados foi possível a estes alunos descobrir novas variações na formação estelar ao longo do tempo. A mais relevante descoberta deste estudo revela drásticas alterações na estrutura do universo, com o decréscimo do número de galáxias irregulares e o acréscimo da galáxias em disco nas mesmas proporções. Demonstrou-se também que, a uma escala temporal alargada, parece existir tempo suficiente para galáxias irregulares e galáxias fundidas virem a formar discos de acreção e a modificar a sua natureza estrutural.

Próximos passos deste estudo prevêm a condução de novas observações pelos mais avançados telescópios contribuindo deste modo a refinar valores e para dar novos passos na evolução científica. 
O professor coordenador, professor João Paulo Vieira, mostrou-se muito entusiasmado com a presença dos dois alunos neste evento. Depois da participação em 2013 no EUCYS na final Europeia em Praga, na Intel ISEF em Phoenix-EUA em 2016 e na Mostratec no Brasil em 2017, temos agora a possibilidade de representar, agora em 2018, a cidade de Braga pela segunda vez num evento desta grandeza. É mais um momento marcante para a nossa Escola e uma prova da qualidade do ensino que temos no concelho de Braga. Espero que estes alunos possam ver premiado o seu trabalho na INTEL ISEF 2018 porque seria, sem dúvida, um prémio justo pelo seu empenho, pela sua dedicação e pela enormíssima qualidade do seu trabalho, No entanto estarão mais de 1700 estudantes de 75 países mostrando o que de melhor se faz em cada um deles o que torna este um desafio muito difícil de alcançar.

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