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Água: Especialistas internacionais apelam a governos para aumentarem eficiência no uso do recurso e evitar escassez
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Água: Especialistas internacionais apelam a governos para aumentarem eficiência no uso do recurso e evitar escassez

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2011-08-26 às 19h11

Lusa Lusa

Os governos devem comprometer-se a aumentar a eficiência e reduzir o desperdício de água na cadeia alimentar, e nas várias atividades humanas, da agricultura à produção energética, de modo a evitar a escassez deste recurso.

Os governos devem comprometer-se a aumentar a eficiência e reduzir o desperdício de água na cadeia alimentar, e nas várias atividades humanas, da agricultura à produção energética, de modo a evitar a escassez deste recurso.

No final da Semana Internacional da Água, que decorreu em Estocolmo, os vários participantes acordaram, numa declaração, apelar às autoridades locais, municipais e nacionais que vão estar no encontro do Rio de Janeiro no próximo ano para avançarem medidas com vista a atingir vários objetivos em 2020.

Subidas de 20 por cento na eficiência de cada passo da cadeia alimentar, do uso de água na agricultura e na produção de energia, além do aumento das quantidades de água reutilizada, são algumas das metas propostas.

A diminuição de 20 por cento da poluição da água é igualmente apontada pelos cerca de 2.500 especialistas de 130 países reunidos na edição deste ano da Semana, cujo tema é 'A água no mundo urbano'.

Organizado pelo Instituto Internacional da Água de Estocolmo, o encontro juntou especialistas dos setores público e privado, das organizações não governamentais e da sociedade civil.

Na conferência do Rio+20 da ONU sobre desenvolvimento sustentável deverão ser analisados temas cada vez mais presentes nas preocupações dos ambientalistas, mas também das organizações humanitárias, perante situações dramáticas devido à falta de água - como o caso do Corno de África.

A economia 'verde', seguindo opções 'amigas do ambiente', ou a erradicação da pobreza, com o apelo aos governos para concretizarem investimentos na distribuição de água própria para consumo, no saneamento e na educação da população na área da higiene, são pontos realçados pela declaração de Estocolmo.

O crescimento da população, com o aumento da dimensão das cidades e a aceleração da procura de energia e alimentos, cria uma pressão 'insustentável' nos recursos da água, mas também do solo.

Dados referidos durante os trabalhos da Semana apontam para a possibilidade de em 2030 a procura de água poder ultrapassar o fornecimento disponível, com consequências na saúde pública, no desenvolvimento económico e no ambiente.

Os Objetivos do Desenvolvimento do Millennium estiveram presentes nos discursos e foi pedido um aprovisionamento de água potável, saneamento adequado e serviços energéticos modernos para 2030.

Durante a Semana Internacional da Água, que começou na segunda-feira e terminou hoje, a ministra sueca da Ajuda Internacional, Gunilla Carlsson, salientou que 'mais que nunca, são necessárias novas tecnologias e políticas' para compensar a falta de água que atinge uma proporção crescente da população mundial.

'A proporção de pobres aumenta mais nas zonas urbanas que nas áreas rurais e aquelas são o lar de 830 milhões de pessoas a quem faltam frequentemente serviços básicos de distribuição de água e de instalações sanitárias', referiu a ministra.

Estas faltas representam 'a segunda causa de mortalidade infantil e contribuem para a mortalidade das mães', disse a governante, acrescentando que ao mesmo tempo, 'as classes médias desenvolvem-se nas cidades o que leva a um elevado consumo de água'.

Num relatório divulgado durante a Semana, o programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento alerta para a existência de 1,6 mil milhões de pessoas a viver em zonas onde se regista já uma situação de pouca água, um número que pode chegar rapidamente aos dois mil milhões se nada mudar.

Já o diretor do Instituto Internacional da Água de Estocolmo, Anders Berntell, alertou para que as estratégias a definir não se limitem aos centros urbanos para evitar tensões com as zonas rurais, apesar de cerca de 70 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial ser gerado nas cidades.

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