José Duarte foi um dos bracarenses destacados para a Guerra do Ultramar.
O seu destino foi a Guiné-Bissau onde, em 1964, uma mina anti-carro lhe tirou a vida. Tinha pouco mais de 20 anos.
Um dos irmãos de José, António Duarte, recordou que também esteve em combate na Guiné-Bissau, mas “só fui dois anos depois do meu irmão ter falecido.”
António refere que “já na altura se falava em trazer para cá o corpo, mas era muito caro. Tínhamos de pagar 23 contos, o que era muito dinheiro na altura.”
Uma ideia que foi reafirmada pelo secretário da Associação Portuguesa dos Veteranos de Guerra (APVG), Fernando Silva: “Até 1969, a família tinha de pagar a transladação do corpo para Portugal. Custava cerca de 30 contos, o que na altura dava para construir um apartamento.”
O representante da APVG enalteceu o papel da Junta de Freguesida de Trandeiras no processo de transladação, pelo que foi e
ntregue à autarquia e à família, a Medalha Comemorativa das Campanhas do Ultramar.
O interesse da Junta de Freguesia de Trandeiras em trazer para cá o corpo de José Duarte, começou em 1997, quando o autarca José Cunha se deslocou à Guiné-Bissau: “fui lá e vi que o túmulo estava limpinho e muito asseado. A placa que os pais mandaram estava junto ao túmulo”.
Em 1999, o único militar de Trandeiras falecido no Ultramar foi homenageado com a atribuição do seu nome a uma rua da freguesia.
O restos mortais chegaram ontem a Braga, tendo o funeral custado cerca de 2500 euros.
Presente no funeral esteve, também, o tenente coronel Lapa, em representação do Chefe de Estado Maior do Exército, que explicou as honras militares com o facto de “ter sido um militar que morreu no cumprimento do seu dever”.
Os militares presentes saudaram a urna, que estava coberta pela Bandeira Nacional, com três salvas de tiros.
Faça login ou registe-se gratuitamente para poder comentar este artigo.
subscrição de newsletter