Braga viveu sexta-feira uma noite de gala, a 12.ª em que a Direnor distingiu o mérito de 14 personalidades e entidades do concelho. Foi mais uma edição dos Galardões ‘A Nossa Terra’, que encheu o grande auditório do PEB.
O espectáculo abriu com a ginástica da Escola Secundária Alberto Sampaio e seguiu-se um momento totalmente diferente: a actuação do Coro Gregoriano de Braga, que, num ambiente intimista, rezou cantando.
Ainda antes da entrega de galardões, a actuação da Rusga de S. Vicente foi uma das mais aplaudidas da noite, sobretudo porque a memória de ‘Fecisco’, pairou durante a apresentação. A Rusga brindou o público com alguns trechos etnográficos das décadas de 60 e 70, recriando quadros com figuras e pregões típicos desta augusta cidade. Um ‘cântico à Senhora do Sameiro’ rematou a apresentação.
No decorrer da gala, o público foi ainda brindado com mais duas actuações, pelo quarteto recém-formado ‘Ensemble Fermata’, e pela Gatuna. A tuna feminina da Universidade do Minho aproveitou para convidar os baracarenses a assistirem à próxima edição do seu festival, o TROVAS, que, como sempre, acontecerá no PEB e terá entrada gratuita.
Quanto a galardões, destacam-se os três que mais eco tiveram nos aplausos: a Biblioteca Craveiro da Silva, distinguida como ‘organismo de serviço público’ e que além da directora teve na plateia muitos dos seus colaboradores; a Escola Profissional de Braga distinguida como ‘entidade área ensino’ que teve também funcionários e docentes em grande número na plateia; e o ‘Tin.Braga — Grupo de Teatro Infantil de Braga’ distinguido como ‘associação cultural e recreativa’ e que foi, muito provavelmente, o galardão mais aplaudido da noite.
Nos discursos de agradecimento destaque para Tomé Gonçalves, que, aos 88 anos de vida foi distinguido com o galardão &ls
quo;carreira’ e fez um dos discursos que mais emocionou e animou a plateia.
Os prémios de mérito bracarense (decididos pelos leitores dos dois diários bracarenses) foram entregues a António Salvador (mérito individual) e à Universidade Católica (mérito colectivo), representada por Pio Alves de Sousa.
Como personalidade foi distinguido o reitor da Universidade do Minho, Guimarães Rodrigues; e o prémio entidade foi para o Theatro Circo.
Renato Feio foi homenageado com o galardão ‘saudade’.
Na hora de receber o galardão, a sua esposa lembrou ainda o seu genro, Jorge Lessa, também nomeado para a mesma categoria.
Os galardoados são:
Personalidade: António Guimarães Rodrigues
Entidade: Theatro Circo
Carreira: Tomé Gonçalves
Saudade: Renato Feio
Altruísmo: Manuel Lomba
Artes Tradicionais e Populares: José Machado
Artes e Cultura: António Durães
Associação Cultural e Recreativa: Tin.Bra
Associação Desportiva: Associação de Futebol de Braga
Ciências e Educação: João Formosinho
Associativismo: Abílio Vilaça
Desporto: Eduardo
Empresa Sector Comércio e Serviços: Braga Parque
Empresa Sector Industrial: Recauchutagem Ramôa
Empresa Sector Rest./Past./Hotelaria: Café Vianna
Entidade Área Ensino: Escola Profissional de Braga
Evento: FITU — Festival Internacional de Tunas Universitárias
Música: Joana Gama
Junta de Freguesia: Palmeira
Instituição de Solidariedade Social: Patronato Nª. Sra. da Torre
Juventude: Bárbara Passos
Organismo Serviço Público: Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.
Quanto aos galardões atribuídos por votação dos leitores dos jornais diários bracarenses, foram distinguidos António Salvador com o galardão ‘mérito individual’ e a Universidade Católica com o ‘mérito colectivo’.
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