Ana Oliveira, investigadora do Departamento de Engenharia Biológica (DEB) da Universidade do Minho (UM), está envolvida na criação de um produto inovador capaz de combater a loque americana, uma doença bacteriana que atinge as abelhas e provoca prejuízos económicos consideráveis no sector da apicultura.
Esta situação obriga os cerca de 17 mil produtores do país a queimar as colmeias afectadas para erradicar a doença, prejudicando o crescimento da actividade, que só em 2011 rendeu cerca de 100 milhões de euros.
O projecto de investigação está a ser desenvolvido em parceria com o engenheiro zootécnico Tiago Moreira, que se dedica à apicultura na zona de Entre Douro e Minho, a Federação Nacional de Apicultores e a Direcção Geral de Veterinária.
“Estamos a procurar uma forma de combater o flagelo não através de antibiótico
s, uma vez que de acordo com a legislação europeia não é permitida a sua presença no mel, mas utilizando vectores biológicos antimicrobianos, os bacteriófagos, que existem e são isolados do meio ambiente”, explica a doutorada em Engenharia Química e Biológica.
O objectivo desta investigação é que o produto à base de bacteriófagos possa ser aplicado pelos apicultores nas abelhas, o que poderá vir a ter resultados positivos na exportação e no consumo de mel.
Apesar de ser uma solução inovadora, o Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho já se dedica ao estudo da aplicação de bacteriófagos no controlo de doenças há alguns anos.
A loque americana, provocada pela bactéria ‘Paenibacillus larvae’, afecta apenas os estádios larvares da abelha, sendo as abelhas adultas responsáveis pela sua distribuição.
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