Há estradas que convidam à prática de determinadas velocidades que estão em contradição com a sinalização existente. Quem o diz é o presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e investigador principal do projecto ‘SafeSpeed’, que propõe modelos e relações entre segurança, velocidade e o fluxo das estradas, desenvolvidos a partir da sua geometria e características.
“Falta muito trabalho para adequar a sinalização rodoviária, não ao nível do comportamento do condutor, mas ao nível das infraestruturas e ambiente rodoviário”, considera o professor catedrático.
O estudo realizado no âmbito daquele projecto envolve autoridades nacionais propõe um novo paradigma de sinalética rodoviária para a velocidade, a partir do levantamento realizado em percursos rurais, suburbanos e urbanos, dentro do triângulo rodoviário Braga/Guimarães/Famalicão.
Os resultados finais destacam um instrumento para a implementação de soluções de gestão rodoviárias seguras e eficientes.
O projecto já está concluído e envolveu três fases - a estatística, a análise da velocidade e a definição de um modelo de apoio à decisão para a gestão da velocidade. Pretendeu desenvolver uma metodologia de gestão integrada de velo
cidade aplicável ao planeamento, ao design geométrico e operacional e à avaliação de desempenho de estradas.
Tendo em conta uma série de ambientes que justificam a adopção de limites de velocidade diferentes e condições específicas de fluxo rodoviário, o objectivo aponta para um melhor conhecimento das interacções entre todos os utentes e as próprias estradas e os seus ambientes de tráfego.
Com o fim de desenvolver uma ferramenta que defina limites de velocidade adequados, o estudo, que já foi alvo de referências em conferências e artigos nacionais e internacionais, tenta influenciar um novo paradigma de sinalização, no controlo da velocidade nas estradas, pois segundo o investigador “é importantíssimo definir aquilo que é uma velocidade segura, para cada um dos contextos”.
O SafeSpeed envolveu 13 investigadores do Centro de Território Ambiente e Construção (CTAC) e o Centro de Investigação em Psicologia (CIPsi), ambos da UMinho, o Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente (CITTA) da Universidade do Porto e o Centro de Investigação em Engenharia Civil (CICEC) da Universidade de Coimbra. Contou ainda com a colaboração da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e da Estradas de Portugal.
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