Tabagismo é a segunda maior causa de morte no mundo

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A Ordem dos Médicos Dentistas lança o alerta: o tabagismo é a segunda maior causa de morte no mundo. Atualmente, o consumo de tabaco é responsável pela morte de 4,9 milhões de pessoas por ano e em todo o mundo existem mil e 300 milhões de fumadores.
 
O cigarro mata metade dos consumidores de longa data e tem um forte impacto na saúde oral, sendo um dos principais causadores das doenças da boca.
 
A Ordem dos Médicos Dentistas lembra que, embora recentemente o consumo de tabaco tenha diminuído em Portugal, ainda há um número considerável de fumadores e, sobretudo, de fumadores jovens. Apesar desta redução, o cancro oral é o sexto mais frequente entre os portugueses com uma forte incidência entre fumadores.
 
O secretário-geral da Ordem dos Médicos Dentistas afirma que “hoje o tabaco já é muito associado ao cancro do pulmão e ao cancro oral, mas é preciso enfatizar que também é causa de muitos outros problemas, como doenças periodontais nos adultos, defeitos congénitos como o lábio leporino e a fenda palatina nos filhos de mulheres que fumam durante a gravidez, diminui a resposta do sistema imunitário perante as infecções orais, retarda a cicatrização após a cirurgia oral ou ferimentos acidentais. Tem ainda efeitos negativos no sistema cardiovascular. Efeitos acrescidos quando o tabaco é combinado com o álcool. O tabaco constitui uma ameaça muito grande à saúde e não podemos baixar os braços, à espera que as pessoas tomem a decisão de deixar de fumar porque, muitas vezes, ela só é tomada depois de haver problemas graves. É preciso agir e continuar a alertar para todos os riscos em que incorrem os fumadores”.
 
Paulo Melo refere ainda que “Portugal é um dos países que já assume formalmente que a desabituação tabágica é parte do exercício da medicina dentária e a nossa legislação prevê que o médico dentista pode receitar ou recomendar medicação coadjuvante para quem deixa de fumar se o achar conveniente, bem como aconselhar os seus pacientes sobre a melhor forma de usá-la. Todas as verbas investidas na prevenção e desabituação tabágica são ganhos futuros com menos doenças e maior qualidade de vida”.

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