António M., de 24 anos, acusado de ter cometido um crime de furto qualificado por ter assaltado, em Janeiro do ano passado, a sede da claque do Sporting de Braga, foi julgado à revelia, pois faltou à audiência de julgamento na Vara Mista, no dia 23 de Abril último. O assalto à sede da claque 'Bracara Legion', na Avenida 31 de Janeiro, ocorreu entre as 23 horas do dia 24 e as 10,45 horas do dia 25 de Janeiro.
As impressões digitais encontradas denunciaram-no. O arguido conseguiu entrar naquelas instalações depois de partir o vidro da porta de entrada, na cave. Apropriou-se de uma playstation no valor de 200 euros, e da quantia de 65 euros. Como faltou ao julgamento colectivo presidido pela juíza Luísa Alvoeiro, apenas foi ouvido o líder da claque bracarense.
Depois de partir a almofada de alumínio, o assaltante abriu um buraco que lhe permitiu entrar para o interior da sede. As instalações são apenas frequentadas pelos associados. Nada
foi recuperado.
O arguido António M. foi, assim, condenado na pena de dois anos de prisão efectiva e no pagamento das custas.
Entretanto, prossegue esta manhã, na Vara Mista, sob a presidência da juíza Luísa Alvoeiro, julgamento colectivo de quatro arguidos acusados da prática de um crime de burla informática (José M., 27 anos, preso) e um crime de receptação (João P., de 27 anos, Sofia M., de 44 anos e L. Catarina, de 22 anos) em negócios de compra e venda de automóveis. Segundo o Ministério Público, pela voz do procurador Américo Simões, o primeiro arguido é o cérebro do grupo. Este, em colaboração com os restantes, organizaram um processo fraudulento de extinção da reserva de propriedade, libertando adquiridos do ónus de vinculação às instituições financeiras contratadas. Os veículos adquiridos eram depois vendidos a terceiros a preços muito inferiores ao seu valor real. Para tanto, foram abertas contas bancárias em no-me de toxicodependentes.
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