A Escola de Economia e Gestão (EEG) da Universidade do Minho (UM) deverá iniciar, no próximo ano lectivo, licenciaturas de Contabilidade, Marketing e Ciências Políticas. A possibilidade de entrada em funcionamento dos novos cursos foi apresentada pelo vice-reitor, Rui Vieira de Castro, ontem, na sessão comemorativa do Dia da EEG.
O vice-reitor afirmou que o Programa de Desenvolvimento Específico da UM, assinado em Fevereiro com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, cria condições para “colocar no terreno” aqueles três cursos que, apesar de já registados na Direcção-Geral do Ensino Superior, “não puderem ser concretizados pelas limitações anteriormente impostas” pela própria tutela.
Para fazer face ao aumento da sua oferta, a EEG conta, no corrente ano lectivo, com um reforço orçamental de 102 mil euros, destacou a presidente desta unidade orgânica da UM. Maria Helena Magalhães sublinhou que, por via do Programa de Desenvolvimento Específico, a EEG terá capacidade para criar mais 225 vagas.
Nesta altura, a terceira maior escola da UM conta com 2 100 alunos e 113 docentes.
Na intervenção que fez na sessão do Dia da EEG, Vieira de Castro destacou que as diversas escolas da UM “respond
eram de uma forma impressionante” ao “desafio” do Programa Específico de Desenvolvimento, nomeadamente através da criação de “um número alargado de cursos em regime pós-laboral”.
O vice-reitor reconheceu as preocupações surgidas em torno das condições de desenvolvimento desta oferta, nomeadamente em termos logísticos e de recursos humanos.
Garantiu que “o orçamento para o corrente ano reflecte já o reconhecimento do esforço das escolas através de dotações suplementares que permitirão uma resposta mais efectiva ao nível dos recursos humanos”, mas avisou que “esta circunstância não pode ser vista, sem mais, como pretexto para reforçar os recursos humanos das escolas”.
Ou seja, qualquer decisão de reforço dos quadros de pessoal será “analisada à luz da sustentabilidade dos projectos”.
Neste âmbito, Rui Vieira de Castro defendeu que alguns ganhos ao nível dos recursos humanos podem ser obtidos com a “racionalização da oferta”, reconhecendo que há “excessiva pulverização das unidades curriculares”.
O funcionamento dos novos cursos pós-laborais exigirá a revitalização dos ‘campi’, nomeadanente ao nível das bibliotecas e serviços sociais.
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