Uma bomba artesanal foi desativada domingo à noite na localidade fronteiriça de Bassussarry, perto do município de Baiona, depois de a polícia local ter recebido uma chamada anónima, informaram hoje fontes judiciais francesas.
O engenho encontrava-se em frente a uma vivenda da localidade.
As mesmas fontes indicaram que o interlocutor anónimo disse que estava a atuar contra a especulação imobiliária e acabou a chamada com a frase 'o País Basco não está à venda', assinatura habitual dos ataques contra os interesses turísticos e imobiliários nesta zona.
O engenho, que está a ser analisado por investigadores, era composto por um cilindro de gás e um dispositivo detonador e estava colocado no interior da casa, que estava desocupada, indicaram as mesmas fontes.
As forças de segurança destacadas para o local encontraram também a insc
rição 'casu bomba', que em basco significa 'atenção bomba'.
A secção antiterrorista da Procuradoria-Geral de Paris já abriu um processo de investigação.
Bassussarry, perto do município de Baiona, tem sido cenário de vários ataques ou de tentativas de atentados.
Desde maio de 2007, altura em que uma bomba provocou danos materiais num clube de golfe da localidade, foram contabilizados 19 ataques.
Os atentados foram reivindicados pelo grupo basco francês Irrintzi, em comunicados assinados com a frase: 'O País Basco não se vende'.
No passado dia 19 de janeiro, a polícia deteve três jovens nas localidades de Anglet, Biarritz e Avon que, segundo fontes, admitiram a maioria dos atentados reivindicados pelo grupo Irrintzi desde 2006.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***
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