A confederação dos funcionários gregos (Adedy) apelou hoje à mobilização dos trabalhadores contra os 'sacrifícios injustos e ineficazes' do plano de saída da crise do Governo, a dois dias da greve nacional do setor público contra esta cura de rigor.
'Esperamos uma presença dinâmica (…) com esta greve, os trabalhadores podem enviar uma mensagem forte', indicou o secretário-geral da Adedy, Spyros Papaspyros, durante uma conferência de imprensa.
A vice-presidente da Federação europeia dos sindicatos da função pública (Epsu), Rosa Bavanelli, estava ao seu lado para dar o apoio da sua organização.
'Os sacrifícios que nos são pedidos não só são injustos, como também não trarão resultados', afirmou Papaspyros, atribuindo os problemas do orçamento grego à evasão fiscal e ao não pagamento das contribuições sociais por parte do sector privado.
Afirmou que os cortes salariais previstos pelo Governo socialista vão levar a uma queda de cinco por cento a 20 por cento dos rendimentos dos funcionários.
Sob o slogan 'A conta deve ser apresentada a
os ricos', a greve de quarta-feira constitui a primeira resposta da Adedy, que diz ter perto de 300.000 membros, ao plano económico anunciado pelo Primeiro-ministro Georges Papandreou face ao enorme défice e dívida públicos.
A confederação sindical apelou ainda a uma concentração no centro de Atenas contra aquelas medidas, que incluem uma descida dos salários reais, a suspensão das contratações e uma supressão dos privilégios fiscais.
A mobilização deve nomeadamente paralisar o tráfego aéreo, indicou o sindicato dos controladores aéreos à agência noticiosa francesa AFP.
A Pame, frente sindical comunista, também convocou os seus membros para uma greve no mesmo dia.
Dependendo dos pormenores da política salarial, das reformas fiscal e do sistema de pensões que o Governo deve divulgar nos próximos dias, a Adedy decidirá se se junta à greve de 24 horas, prevista para 24 de fevereiro, convocada pela outra grande confederação nacional, a GSEE, do setor privado, indicou Papspyros.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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