Com 30 anos de história, a Jovem Cooperante Natureza/Cultura (JovemCoop) espera em 2010 ser uma espécie de “despertador” para a cidadania e para a participação cívica em projectos da cidade. Sete Fontes, Campo Novo, Fonte do Mundo, sinaléctica interpretativa romana para o centro da cidade são apenas alguns dos ‘pontos fortes’ do plano de actividades da Jovem Coop, na área do património e da natureza.
No plano de actividades para este ano, a associação contempla inúmeros projectos de cidadania activa. “Contribuir para o plano de pormenor das Sete Fontes de forma a melhor proteger o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes, evitando a sua descaracterização por parte de agentes terceiros”, pode ler-se no plano de intenções. O mesmo documento revela outros projectos que a instituição pretende intervir.
O acompanhamento do processo do restauro, conservação e recolocação dos candeeiros seculares no Campo Novo e o levantamento de necessidades e propostas de intervenção na Fonte do Mundo, em S. Vicente, são outras intenções da associação.
Idealizar uma sinalética que ajude as pessoas e visitantes a “transportar-se” para os locais e arruamentos romanos e fazer um diagnóstico para conhecer o património de cada localidade são outras intenções anunciadas.
Mas o plano, no âmbito de projectos de cidadania activa, não se fica por aqui. “Mediante os resultados aferidos no diagnóstico patrimonial, numa pr
imeira fase, efectuaremos um levamento, inventariação e posicionamento e, numa segunda fase, tentaremos instituir projectos de estudo e recuperação e classificação. Após efectuado este levantamento poderemos, então, constituir um espécie de ‘Carta do Património’ do concelho”, pode ler-se, ainda, no plano.
Uma acção de formação sobre legislação do património, direccionada, essencialmente, para os presidentes de junta de freguesia é outros dos objectivos.
Processo de revitalização do Rio Este
A nível ambiental, a Jovem Coop propõe o acompanhamento do processo de revitalização do Rio Este com contributos para a execução do projecto, de forma a melhor proteger as margens ribeirinhas e evitando uma nova descaracterização por parte de agentes terceiros.
Mas não quer ficar por aqui. No plano aponta ainda um diagnóstico ambiental que consiste num levantamento da situação ambiental nas áreas das freguesias da cidade com o intuito de aferir as necessidades e carências de cada local.
“As juntas de freguesia têm um maior conhecimento dos aspectos ambientais. Ao contrário da primeira iniciativa, realizada em 2006 que apenas foi sugerida às freguesias do centro da cidade, este ano iremos promover esta iniciativa junto das 62 freguesias”, garante a instituição.
A par destes projectos, inú- meras actividades desportivas, culturais, patromoniais, ambientais e até internacionais estão previstas para este ano.
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